Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021

E, um dia, fez a mala…

Pudesse o tempo parar por uns momentos, pararem os ponteiros do relógio, o universo suspenso, para que pudéssemos pensar sem ter sobre nós a espada afiada dos dias que se perdem. Pensar na nossa vida, na forma de lhe dar a volta e como encontrar um caminho seguro de futuro. Mas isto foi benesse que o tempo nunca deu a ninguém: nem a reis, nem sequer aos deuses.

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Nasce-se nesta terra transmontana com a serenidade de um rebanho no lameiro, e cresce-se a ouvir cantarolar pintassilgos sobre notas cristalinas das águas do ribeiro polindo as pedras. E olha-se em volta para as serras que despertam a curiosidade de saber o que está para lá delas. Esta é a curiosidade que alimenta a aventura.

O nome dele não interessa. Nasceu cá, e basta. Fez a escola na aldeia, na altura em que os pedagogos de Lisboa ainda não tinham decretado que o ensino bucólico não rimava com o tecnológico, e por isso da janela daquela escola ainda chegou a ver o sol a raiar entre árvores, os bandos de pardais em trampolim de tília

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