Tempos houve em que escritores, poetas e cronistas teceram páginas de inconfundível mestria, louvando as delícias dessa arte de viver sem fazer nada, o ripanço – expressão muito portuguesa que se projecta num barrigudo de cara rosada, riso franco, mãos em descanso sobre a proeminência ventral. A bela mandriice, a doce preguiça, foi cantada como apogeu de uma filosofia de vida que entregava aos outros a tarefa de puxar a carroça do mundo e aos preguiçosos a matreirice de irem sentados nela. No fundo, sempre assim fora e haveria de continuar a ser, até ao fim dos tempos. Era, para todos os efeitos, uma forma popular de entender os malandros, a maioria pobres, gente sem
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