O SEP promoveu hoje uma conferência de imprensa, em frente ao hospital de Bragança, sobre as condições de trabalho e os problemas com que se depara a classe nos três hospitais e 14 centros de saúde geridos pela ULS do Nordeste, que servem todo o distrito de Bragança.
Entre os mais de 700 enfermeiros a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nesta região, há problemas que se arrastam há anos e que agora são “agravados ou criados outros com a questão da pandemia”, segundo Alfredo Gomes, dirigente nacional do SEP.
O dirigente sindical enumerou que “o Governo não resolveu ainda os problemas que vêm com o descongelamento das carreiras em 2018” e há enfermeiros que ainda não foram reposicionados na carreira.
Outros profissionais, continuou, não transitaram para a nova carreira como enfermeiros especialistas, há enfermeiros a quem não foram atribuídos os pontos para descongelamento e outros “que nem sequer têm homologada a avaliação de desempenho”.
“Para além destes problemas todos que são anteriores a esta questão da pandemia, temos agora estes problemas agravados e criados outros, nomeadamente as condições de trabalho”, declarou.
Alfredo Gomes referiu as condições na tenda instalada junto à urgência do hospital de Bragança, onde são atendidos os doentes covid e que, considerou, “não tem condições de trabalho, nomeadamente [com] chuva, climatização”.
“Os colegas entram lá, fazem turnos de 12 horas e, por vezes, têm que mudar de calçado porque molham os pés, faz frio, estamos em Bragança, não estamos propriamente no Algarve”, sustentou.
Os contratos de trabalho precários foram outra das preocupações laborais abordadas, numa região onde entre os cerca de 750 enfermeiros ao serviço da ULS do Nordeste, “cerca de 60” estavam nestas condições, no mês de novembro, os últimos dados apurados pelo sindicado.



