Promovido pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, em colaboração com a Universidade do Minho e a Universidade das Nações Unidas – Unidade Operacional em Governação Eletrónica, o 13.º estudo IPIC (realizado bienalmente desde 1999) foi apresentado nas instalações da UNU-EGOV, em Guimarães.
O Município de Murça esteve representado pelo vice-presidente José Santos e pela vereadora da Modernização Administrativa, Ana Cristina Martins, que acompanharam a divulgação dos resultados.
O website da Câmara Municipal de Murça voltou foi distinguido com dois prémios, consolidando-se como o espaço digital municipal mais premiado a nível nacional na última década.
Para José Santos, “este reconhecimento no IPIC25 demonstra o compromisso contínuo do Município de Murça com a inovação e a qualidade dos serviços digitais”, assegurando que “continuaremos a investir na modernização administrativa, colocando os cidadãos no centro da nossa estratégia e garantindo um acesso cada vez mais simples, inclusivo e eficiente aos serviços municipais”.
Já Ana Cristina Martins destacou a evolução do município na área digital, referindo que “o trabalho desenvolvido ao nível da modernização administrativa tem permitido melhorar significativamente a relação dos cidadãos com os serviços online, tornando-os mais acessíveis e funcionais”.
Segundo o relatório IPIC25, verifica-se uma estabilização da maturidade digital dos municípios portugueses, com uma tendência de aproximação entre os níveis de desempenho. Entre os aspetos positivos destacam-se a melhoria no acesso à informação e nos mecanismos de autenticação dos serviços digitais.
Apesar dos avanços na compatibilidade tecnológica e na facilidade de acesso à informação, o estudo revela que persistem recuos ou estagnação em indicadores fundamentais para os utilizadores. Na prestação de serviços, destacam-se melhorias nos mecanismos de autenticação, mas a diversidade de meios de pagamento eletrónico continua reduzida. Além disso, a avaliação completa dos serviços é frequentemente dificultada pela limitação de acesso a áreas reservadas.
Os investigadores sublinham ainda a necessidade de reforçar a acessibilidade e a inclusão digital, apontando como caminhos a disponibilização de ferramentas a nível central, a adoção dos princípios do mosaico e uma maior articulação com a plataforma gov.pt.



