Amanhã, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) vai estar em Vila Real, para uma recolha de dadores de medula óssea, sendo que um dos beneficiários pode ser Afonso, de 12 anos.
A criança, natural de Guimarães, foi diagnosticada com aplasia medular, no final de outubro.
“Sempre foi uma criança saudável. No final de setembro apareceu em casa com nódoas negras nas pernas e desvalorizámos, porque pensámos que tinha sido alguma coisa na escola. Entretanto, na semana seguinte, fomos para o hospital porque ele queixou-se, também, de dores de cabeça”, conta Ricardo Ferreira, à VTM.
Segundo o pai de Afonso, “o que nos disseram era que as nódoas negras eram derrames, por falta de plaquetas. Acabamos por ser encaminhados para o IPO do Porto, onde foi feita uma biopsia para despistar a leucemia”.
O diagnóstico chegou dias mais tarde, a 31 de outubro, e dava conta de uma aplasia medular. “É uma doença rara, desde logo porque, normalmente, só aparece na sequência do tratamento à leucemia. Neste caso, o Afonso não teve leucemia, mas tem aplasia, daí ser um caso raro”, explica Ricardo Ferreira.
Desde o final de outubro que o Centro Materno Infantil do Norte, no Porto, é a casa de Afonso, que “dentro do possível, está bem, porque está a ser monitorizado e faz transfusões de sangue quando é necessário”.
“Decidimos lançar uma campanha nacional, porque na família não há ninguém compatível com o Afonso. Até agora, não apareceu ninguém compatível, mas não vamos desistir”, afirma o pai, realçando que “isto não é só para o Afonso, até porque podem aparecer dadores compatíveis com outros doentes”.
Amanhã, quem quiser inscrever-se como dador de medula óssea pode dirigir-se ao espaço Igualdade, no Bairro São Vicente Paulo, em Vila Real. Para ser dador de medula óssea é necessário cumprir três requisitos essenciais: ter entre 18 e 35 anos, ser saudável e nunca ter recebido uma transfusão de sangue.




