De vez em quando surgem notícias a dar conta da falta de reservas de sangue nos hospitais portugueses. As pessoas respondem ao apelo e as reservas ficam normalizadas, contudo, por vezes, rapidamente voltam a descer.
“Os portugueses aderem muito bem aos apelos feitos, mas, uma vez que, por dia, são gastas cerca de mil unidades de sangue, às vezes é difícil manter as reservas num nível estável”, refere Maria João Medeiros, do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), admitindo que “se a situação se tornar muito drástica, as falhas podem limitar o trabalho hospitalar”, nomeadamente cirurgias, que podem ser adiadas, assim como determinados tratamentos.
O grupo sanguíneo que faz mais falta “é o O-, uma vez que, até existirem resultados analíticos que permitam identificar qual é o tipo de sangue da pessoa, é esse que é administrado”, indica, adiantando que “é o tipo sanguíneo que tem menos dádivas, devido aos gastos”.
Mas, salienta Maria João, “precisamos de todos os grupos sanguíneos”, deixando o desafio, também, “aos mais novos”, até porque, “normalmente, sangue novo é sangue bom”. E ser dador “é uma garantia de que a sua saúde está boa e, acima de tudo, ajuda a salvar vidas”.
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