No concelho de Vila Real, os impactos sentem-se sobretudo nas escolas, onde se registou uma forte adesão. Hoje não houve aulas escolas secundárias de São Pedro, na Camilo Castelo Branco, Morgado Mateus e Jerónimo do Amaral. Já na escola sede do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, as aulas estão a decorrer.
Cristina Peixoto, da UGT, revelou que, no distrito de Vila Real, a adesão à greve nas escolas é de 95%. “Os trabalhadores de apoio educativo é o que está a ter mais impacto, porque sentem que não têm uma carreira dignificada, que também necessitam de atenção e de progressão nas carreiras”.
A greve geral encerrou ainda os Agrupamentos de Escolas de Mondim de Basto, Alijó, Pinhão e o Centro Escolar de Santa Marta de Penaguião.
Em Chaves, apenas duas escolas estão a funcionar, a Escola Secundária Fernão de Magalhães, e o Agrupamento de Escolas António Granjo, que vão encerrar da parte de tarde, porque não haverá refeições.
No hospital de Vila Real, há cirurgias e exames cancelados, grandes constrangimentos nas consultas externas, onde apenas se encontra uma assistente técnica a trabalhar. No entanto, há muitos médicos a dar consultas. Aqueles utentes que não conseguiram ser hoje atendidos, as consultas serão remarcadas.
Já no hospital de Chaves, apenas estão a funcionar os “serviços mínimos”, confirmou à VTM Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, afeto à GCTP.
Adiantou ainda que o “Centro de Saúde Nr. 1 de Chaves encerrou, enquanto o Centro de Saúde Nr. 2 está com uma adesão de 50%”.
No setor privado, Paula Dias revelou “que na Continental, a adesão no turno da noite foi de 98% e no da manhã 82%. Já na fábrica de cogumelos Cuga, a adesão foi superior a 50%. Já os Transportes Públicos Urbanos de Vila Real, a adesão ronda os 40%. Já os transportes urbanos de Chaves tiveram uma forte adesão com 60%”.
“Na TMN, nos concelhos de Vila Real, Chaves e Peso dá Régua, houve uma adesão de 50%”, acrescentou a dirigente.
A greve geral foi convocada pela CGTP e pela UGT, que estão contra a reforma laboral, que dizem “atacar os direitos fundamentais”.
O que está em causa é o anteprojeto “Trabalho XXI”, apresentado pelo Governo, que tem gerado muitas críticas por parte dos sindicatos.




