A greve dos operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil começou ontem e irá prolongar-se até sexta-feira. O presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), Alexandre Carvalho, afirmou que “o balanço é positivo” e que os objetivos foram alcançados, nomeadamente dar visibilidade aos trabalhadores e forçar o Governo a abrir um diálogo.
Os operadores exigem a criação de uma carreira própria, enquanto a paralisação mantém serviços mínimos que não comprometem o socorro à população. Desde o anúncio da greve em maio, Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, reuniu-se com o sindicato e mostrou disponibilidade para iniciar negociações sobre a carreira reivindicada.
Apesar das conversações, o SinFAP decidiu manter a greve para garantir visibilidade aos trabalhadores, que são considerados “a espinha dorsal” do sistema de socorro. Alexandre Carvalho revelou que o Governo contactou novamente o sindicato para solicitar uma proposta, que será enviada até ao final do dia.
O dirigente sindical também rejeitou qualquer suspensão da greve, que teve início às 20:00 de domingo devido ao trabalho por turnos. Os serviços mínimos estão a ser assegurados e o socorro não está a ser afetado, embora algumas tarefas administrativas e partilha de informação com a comunicação social estejam por realizar.
Além da criação da carreira própria, os operadores expressam preocupações sobre como poderão ser impactados pela possível reorganização da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).




