O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo alastrou para Carrazeda de Ansiães e apresenta atualmente três frentes ativas. Em declarações à Lusa, a Proteção Civil indicou que mais de 400 operacionais estão envolvidos no combate às chamas.
Luís Araújo, segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), explicou que existem duas frentes no concelho de Carrazeda de Ansiães e uma em Torre de Moncorvo. “Todas elas têm meios já a trabalho ou em progressão, apoiados também com descargas de meios aéreos”, afirmou o responsável pelas operações.
O comandante acrescentou que está a ser planeada uma estratégia para reforçar os meios aéreos nas áreas onde ainda não é possível operar devido a questões de segurança. “Temos toda essa estratégia planeada, os meios estão a ser posicionados”, garantiu Luís Araújo.
As condições meteorológicas previstas para o dia, como o aumento da temperatura e do vento, podem provocar “fortes reativações” do incêndio. O responsável sublinhou que as equipas farão tudo ao seu alcance para evitar que essas reativações resultem em novas frentes ou agravem as existentes.
A orografia da região tem dificultado o combate ao fogo. Luís Araújo destacou que nas zonas onde a orografia não era um problema as chamas foram debeladas, mas as áreas com desafios geográficos exigem uma abordagem estratégica para alcançar o objetivo final: resolver o incêndio.
Atualmente, estão mobilizados 441 operacionais no local, apoiados por 145 viaturas e quatro meios aéreos. Entre os operacionais encontram-se bombeiros, militares do Exército e da Força Aérea.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente.


