A greve dos trabalhadores da Faurecia/Forvia está marcada para começar à meia-noite de quinta-feira e terminar à meia-noite de sexta-feira. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte), que representa os funcionários da fábrica de componentes automóveis localizada em Bragança.
Márcio Pinheiro, dirigente sindical do SITE-Norte, explicou à Lusa que os trabalhadores da produção receberam um aumento de 30 euros no início do ano, mas este valor não é suficiente para enfrentar o aumento do custo de vida. “É certo que temos tido várias lutas, tem dado algum resultado, mas não é o resultado pretendido”, afirmou.
O dirigente sindical sublinhou que a média salarial dos funcionários da Faurecia/Forvia na área da produção é de 1.050 euros. O sindicato considera que este valor está abaixo do desejável e o objetivo da greve é “fugir cada vez mais do salário mínimo e não estar cada vez mais próximo dele”.
Além dos aumentos salariais, os trabalhadores exigem o fim das avaliações de desempenho, que consideram inadequadas. Também pedem a inclusão do prémio de antiguidade no salário e a criação de um subsídio de transporte.
Embora o município de Bragança já tenha implementado um transporte público gratuito para os funcionários da fábrica nos horários dos turnos, Márcio Pinheiro destacou que este serviço apenas abrange quem reside no centro da cidade. A maioria dos trabalhadores vem de aldeias e concelhos vizinhos como Vinhais e Macedo de Cavaleiros.
“Imagine um trabalhador de Vinhais, que tem o custo por semana de 100 ou cento e poucos euros só em combustíveis; ao final do mês são entre 400 a 500 euros que gasta em combustível para ir trabalhar e sai tudo do bolso deles”, lamentou Márcio Pinheiro.



