Conteúdo PatrocinadoCentro Interpretativo da Maçã “irá valorizar um produto único”

Centro Interpretativo da Maçã “irá valorizar um produto único”

A Câmara de Armamar quer continuar a apostar na valorização dos recursos endógenos do concelho, onde a maçã funcionará como uma âncora que pode alavancar este território situado a sul do rio Douro. É um concelho onde predomina o setor primário, onde se destacam as empresas ligadas à fruticultura e vitivinicultura.

Na zona norte existem muitas vinhas, onde se produzem vinhos do Douro e Porto de excelência. A sul, a paisagem é moldada por pomares de macieiras, que fazem de Armamar a Capital da Maçã de Montanha. Sara Gouveia, vereadora da Câmara de Armamar, referiu que a maçã representa “muito para o concelho”, não só como sendo uma atividade económica importante, mas também representa paisagem, comunidade de produtores, conhecimento agrícola e faz parte importante da história de Armamar. Pelo que “valorizar o produto significa mostrar tudo aquilo que existe por detrás dele.

É esta relação que permite afirmar a maçã como um verdadeiro produto de território e reforçar a sua diferenciação”. No entanto, a vereadora admite que ainda há muito para fazer à volta do produto “maçã”, que poderá vir a “ganhar” um Centro Interpretativo em Gogim. “É uma oportunidade para valorizar a história, a ciência, a cultura e a dimensão económica associadas à produção e aprofundar a relação entre a maçã e o território”, explica Sara Gouveia.

MAÇÃ DE MONTANHA

A maçã de montanha continua a ser o elemento central do certame e um dos principais produtos identitários de Armamar.

A produção frutícola representa uma atividade económica de grande importância e está profundamente ligada à agricultura, à paisagem e à vida das comunidades locais. Para a vereadora, a maçã de Armamar tem características diferentes devido à altitude. “É uma maçã muito mais crocante, doce e muito mais sumarenta. Estas são características que só nós temos”, sublinha, frisando, no entanto, a necessidade de associar do concelho, como o vinho, a gastronomia, o fumeiro, o artesanato, o comércio, os serviços, o turismo, a restauração e o associativismo, entre outros. “Esta diversidade permite apresentar aos visitantes uma visão mais completa de Armamar”, frisa a vereadora, sublinhando que a feira é também “um momento em que queremos afirmar a maçã a uma marca. “É esse o salto que queremos dar, assumir que somos, efetivamente, produtores de maçã de montanha. Vamos afirmá-lo e a imagem que surge este ano é muito à volta desse conceito”.

Ao longo do tempo, a evolução da feira fez com que o evento fosse muito além da maçã, em que ganharam expressão outros produtos e atividades que fazem parte da realidade económica e cultural aquilo que é a nossa identidade, os nossos costumes e as nossas tradições”.

Sobre o futuro da maçã, Sara Gouveia afirma que ainda há capacidade para aumentar a produção, que ronda as 100 mil toneladas, que são vendidas não só em todo o território nacional, como também fora do país. “Há muito tempo que gerações de famílias se dedicam à produção deste fruto, mas também temos imensos jovens agricultores recentemente instalados, que têm apostado neste setor, o que mostra a vitalidade desta cultura”.

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