RegiãoImigração trava despovoamento, mas fixação é o grande desafio

Imigração trava despovoamento, mas fixação é o grande desafio

Trás-os-Montes e Alto Douro conseguiu, entre 2021 e 2025, interromper uma trajetória de décadas de perda populacional, mas os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a recuperação pode ser mais frágil do que aparenta.

A região entrou numa nova fase demográfica, mas ainda longe de poder falar-se numa inversão estrutural do despovoamento. Entre 2021 e 2025, os distritos de Vila Real e Bragança e os nove concelhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro situados nos distritos de Viseu e Guarda ganharam 7.674 habitantes, atingindo 382.734 residentes no final de 2025. O crescimento de 2% foi, contudo, sustentado essencialmente pelo saldo migratório, enquanto o saldo natural permanece fortemente negativo e o envelhecimento continua a agravar-se.

A análise dos dados mostra uma região a duas velocidades. Dos 35 concelhos considerados, 15 ganharam população e 20 perderam residentes. Bragança liderou o crescimento, com 8,6%, seguida de Moimenta da Beira (7%), Vila Real (6,3%), Tarouca (6%), Sernancelhe (4,3%) e Chaves (4,1%). No extremo oposto surgem Freixo de Espada à Cinta, com uma quebra de 5,6%, Alfândega da Fé (-5,5%) e Vinhais (-5,3%).

Os principais ganhos concentram-se nos centros urbanos e nos territórios com maior capacidade de oferecer emprego, serviços, ensino e habitação. Nas zonas rurais e periféricas, onde a população é mais envelhecida e dispersa, a perda de residentes mantém-se.

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