Faltam magistrados e funcionários, os inquéritos acumulam-se, há vítimas ouvidas sem privacidade e tribunais onde “chove mais dentro do que fora”. Este é o retrato feito pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), que tem estado a visitar as várias comarcas do país.
A ronda nacional pelas 23 comarcas trouxe a presidente do sindicato da Direção Regional do Porto, Rosário Barbosa, a Vila Real para ouvir diretamente os magistrados do Ministério Público (MP). “Podemos tirar duas grandes conclusões: excesso de trabalho e falta de condições”, afirma à VTM.
A comarca, que abrange 14 municípios “de um território vasto e disperso”, funciona com 20 magistrados do MP, quando “o ideal seriam 23”, incluindo o lugar em falta de Procurador da República dirigente. “Somos menos, temos mais trabalho e não há funcionários suficientes. Isto está a ficar um funil muito apertado”, descreve, revelando que a saída da dirigente obrigou o magistrado coordenador a acumular funções.
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