Um pouco por todo o país, os constrangimentos causados pela greve geral são visíveis.
Numa ronda feita pela VTM, foi possível perceber que há muita adesão, com alguns serviços com 100% e outros em serviços mínimos.
No caso das escolas, em Vila Real, por exemplo, a Escola Diogo Cão vai encerrar às 11h40 “por não estar assegurado o normal funcionamento” da mesma. Na Escola São Pedro não há aulas e no Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, a escola Monsenhor Jerónimo do Amaral também 2não reuniu as condições necessárias ao normal funcionamento das aulas”, tendo sido determinado o encerramento da mesma.
O mesmo acontece no Centro Escolar Alameda, em Peso da Régua, que não abriu portas. Ainda no Agrupamento de Escolas Araújo Correia, a escola das Alagoas também tem constrangimentos.
Em Alijó, o 1º ciclo e pré-escolar não está a funcionar e encerraram, ainda, a escolas do Pinhão e o Jardim de Infância de Vilar de Maçada.
No Agrupamento de Escolas de Mirandela, a indicação é de que os refeitórios não estão a funcionar, pelo que os alunos devem regressar a casa ao final da manhã. Em Bragança, no Agrupamento Emídio Garcia, a escola sede está a trabalhar normalmente, mas há indicação de que a escola básica de Campo Redondo (1º ciclo) não abriu portas.
Entretanto, à VTM, Paula Dias, da União dos Sindicatos de Vila Real/CGTP-IN, deu conta que “está a haver dificuldade em recolher dados” sobre a greve, sobretudo por parte do sindicato dos médicos.
Ainda assim, avança com alguns números. Segundo a responsável, o hospital de Chaves está em serviços mínimos, com os 15 dos 20 enfermeiros do turno da noite a aderirem à greve (75%) e 37 dos 68 do turno da manhã também (55%). No hospital de Vila Real “no turno da noite fizeram greve 30 dos 83 enfermeiros (36%) e no turno da manhã fizeram greve 120 dos 171 (70%)”.
Ainda no campo da saúde, Paula Dias revela que o Centro de Saúde de Chaves nº1 está fechado e que no Centro de Saúde de Boticas estão encerrados os serviços administrativos.
Paula Dias chama, ainda a atenção, para o facto de os quatro funcionários da Biblioteca de Chaves terem aderido à greve, mas terem sido substituídos, uma situação que “não pode acontecer e que vamos reportar”.
Quanto às Águas do Norte, regista uma adesão de 50% e está em serviços mínimos.
No que diz respeito aos transportes, Paula Dias revela que “os Urbanos de Vila Real estão com 50% de adesão” e que, no Alto Tâmega, onde opera a Flaviamobil, a adesão é de “100% em Vila Pouca de Aguiar, 100% em Valpaços e em Chaves não temos dados, mas sabemos que vai rondar os 50% ou mais”.
De relembrar que às 15h00 vai haver uma concentração na Avenida Carvalho Araújo, onde são esperadas intervenções de pelo menos 11 sindicatos, de acordo com Paula Dias.





