De acordo com o sindicato, o plenário contou com uma forte participação de trabalhadores, incluindo um número significativo de imigrantes, que representariam cerca de metade dos presentes. A reunião tinha como objetivo debater o caderno reivindicativo e contou com o envolvimento de novas delegadas sindicais.
Segundo o SINTAB, durante o encontro, “de forma absolutamente inaceitável, dois chefes da empresa irromperam pela sala durante o plenário. Um deles dirigiu-se diretamente aos trabalhadores imigrantes, assobiando e fazendo um gesto autoritário com a cabeça, ordenando a sua saída imediata. Este comportamento provocou medo e intimidação, levando vários destes Trabalhadores a abandonar o plenário e regressar aos seus postos de trabalho, receando represálias”, lê-se no comunicado, enviado à VTM.
Para o sindicato, este comportamento constitui uma “violação grave dos direitos fundamentais dos trabalhadores”, classificando-o como um ato de “discriminação e segregação”.
Na mesma nota, o SINTAB critica ainda a empresa por, “hipocritamente, se apresentar publicamente como exemplo de “multiculturalidade”, ao mesmo tempo que, na prática, promove a divisão, o medo e a discriminação no local de trabalho”.
O SINTAB denuncia, igualmente, que estes trabalhadores imigrantes, “por opção da empresa, estão sujeitos a um contrato coletivo de trabalho assinado com a UGT, que consagra condições mais precárias, nomeadamente através da desregulação de horários e da desvalorização do pagamento do trabalho suplementar, criando uma situação de exploração acrescida e institucionalizada”.
Face à situação, o SINTAB condena os acontecimentos, exige o respeito pelos direitos de todos os trabalhadores independentemente da sua origem e afirma que irá avançar com medidas legais para responsabilizar a empresa.
A VTM solicitou, entretanto, uma reação da empresa a estas acusações.



