Em comunicado, o sindicato rejeita categoricamente a ideia de ter afirmado que o matadouro se encontra encerrado, na sua comunicação anterior. Pelo contrário, sustenta que sempre referiu que a unidade “continua a laborar em pleno”, mesmo após a declaração de insolvência, apontando esse facto como prova da sua relevância económica e social para a região.
A posição surge na sequência de intervenções públicas, incluindo declarações em contexto da Assembleia Municipal de Mirandela, onde, segundo o SINTAB, terá sido atribuída ao sindicato uma alegada informação incorreta sobre o funcionamento da infraestrutura.
O sindicato considera que esta interpretação constitui “uma tentativa deliberada de desviar atenções” daquilo que classifica como questões centrais, que é a gravidade do processo de insolvência, as responsabilidades acumuladas e as decisões de gestão que conduziram à situação atual.
Na nota de imprensa enviada às redações, a estrutura sindical escreve que a “insistência nesta falsa polémica, seja por parte da administração, seja por responsáveis autárquicos, não só é abusiva como levanta sérias preocupações quanto à existência de uma posição concertada para confundir a população e branquear responsabilidades”.
No mesmo documento, o SINTAB levanta dúvidas sobre o enquadramento recente da gestão do complexo, referindo que, após a eleição do presidente do conselho de administração da AIN para vereador da Câmara Municipal de Vila Flor, não terá sido nomeado substituto para a função.
Diz o documento que é, “no mínimo, legítimo questionar o facto de, após a eleição do atual presidente do conselho de administração da AIN para vereador da Câmara Municipal de Vila Flor, não ter sido nomeado qualquer substituto para gerir o complexo. Esta opção, longe de ser inocente, pode ser interpretada como sinal de um desfecho já antecipado, eventualmente preparado após o ciclo eleitoral.
Outro dos pontos destacados prende-se com informações transmitidas por trabalhadores, que relatam a alegada afixação e posterior remoção, no mesmo dia, de um documento relacionado com a sentença de insolvência, datada de 20 de março de 2026. O sindicato defende que estes elementos devem ser esclarecidos, sublinhando o direito da população e dos trabalhadores a acompanhar o processo com transparência.
Reafirmando preocupação com o impacto da insolvência no emprego e no setor agroindustrial da região, o sindicato sublinha que o essencial “não é uma disputa de palavras”, mas sim o futuro dos trabalhadores e das famílias dependentes da atividade do matadouro.



