O municipal de Vila Real afirma que foi com “estranheza” que tomou conhecimento da decisão judicial de permitir à Resinorte, entidade responsável pela gestão do Aterro Sanitário de Vila Real, situado em Mosteirô, na freguesia de Andrães, retomar a normal atividade de deposição de Resíduos Urbanos (RU), dando assim provimento à Oposição à Providência Cautelar interposta pela Resinorte à Providência Cautelar intentada pelo município de Vila Real contra o aumento da capacidade de deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real.
Segundo a autarquia, liderada por Alexandre Favaios, “não foram tidos em atenção os argumentos aduzidos pela Câmara Municipal de Vila Real (CMVR) e das populações envolventes ao aterro de que a continua deposição de RU para além do já licenciado se constitui no perpetuar de um problema de saúde pública, que irá recair sempre sobre as mesmas populações que há já bem mais de 20 anos suportam, sem compensações pelo seu contributo para um problema coletivo”.
Além disso, suportam os “inconvenientes de terem de conviver com uma infraestrutura, porque muitas vezes mal gerida, que provoca odores intensos, lixiviados que comprometem o ambiente das linhas de água, as aves de grande porte que destroem as culturas e o continuo trânsito de viaturas pesadas que degrada as vias das localidades envolventes”.
A autarquia diz que compreende que exista um problema nacional de falta de capacidade de deposição de RU em aterro, mas diz “não compreender incapacidade da Resinorte de atempadamente acautelar a sua incapacidade de receção de RU em aterro, e muito menos compreendemos que para um problema à escala nacional que tem que ser solucionada, e havendo soluções alternativas como é, por exemplo, a incineração, tenham de ser as mesmas populações que desde sempre já suportam os inconvenientes da proximidade destas instalações, a terem novamente de ser a solução para um problema que não lhes pertence e para o qual deram já o seu contributo”.
O executivo municipal da CMVR garante que “tudo continuará a fazer, com recurso aos meios legais ao seu dispor, para impedir e parar a deposição de RU no Aterro Sanitário de Vila Real, dando assim voz ao descontentamento das populações que serve”.




