A iniciativa, marcada para os dias 25 e 26 de novembro, em Mirandela, é organizada conjuntamente pelo Hospital Terra Quente (HTQ), Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
Trata-se de um modelo organizativo inédito, visto reunir, pela primeira vez, entidades públicas e privadas numa abordagem conjunta às áreas da Saúde e do Ensino na região. Para tal contribuirá a participação de profissionais de Saúde, investigadores e docentes de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como a presença do ministro da Saúde, do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
O programa provisório já foi apresentado, sendo de destacar os painéis dedicados a temas com grande impacto na região. É o caso do envelhecimento da população, da Diabetes e dos Acidentes Vasculares Cerebrais.
Na apresentação do evento, o administrador do HTQ, Manuel Lemos, realçou o espírito de cooperação que caracterizam estas jornadas. “Atrevemo-nos a convidar todas estas entidades e tivemos a maior recetividade. Somos a primeira instituição de saúde privada a funcionar no Interior do país e podemos ser ainda mais complementares ao sistema público. Temos capacidade para receber ainda mais acordos. Desafiem-nos que nós responderemos”, garantiu o responsável.
Para Manuel Lemos, a região só tem a ganhar com a conjugação de esforços entre o serviço privado, o serviço público e a ajuda da investigação que se faz na UTAD e no IPB. “Iremos contribuir, certamente, para diminuir a ida de muitos utentes a unidades de saúde do litoral, melhorando a prestação de cuidados na região”, sublinhou.
Ligação do meio hospitalar ao ensino superior
O presidente da ULSNE-Nordeste, Carlos Vaz, classifica o envolvimento da componente público-privada como “um sintoma de evolução, pois ambos têm que ser complementares, dado que os problemas e as carências são comuns”.
A mesma opinião tem o presidente do CHTMAD, João Oliveira. “As carências e os problemas são transversais aos dois distritos, pelo que é útil debatermos a capacidade de resposta em conjunto”, sustenta o responsável.
Já o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, salienta a importância das Jornadas na planificação do futuro. “A nossa região tem uma excelente qualidade de vida e quanto melhor for o nosso sistema de saúde, mais condições de atratividade terá este território. Neste aspeto é fundamental uma boa ligação do meio hospitalar ao ensino superior”, realçou.
O reitor da UTAD, Fontainhas Fernandes, tem uma posição idêntica. “Todos sairemos a ganhar com ações em que a Região trabalhe em rede. Certamente que destas jornadas sairão ideias e projetos para continuarmos a trabalhar em estreita ligação”, frisou.
Dina Carvalho, diretora clínica do HTQ, realçou os temas em debate, por estarem todos voltados para a região. “Tentamos reunir o que de melhor tem cada instituição, mas como todas têm excelente profisssionais, não foi fácil. O facto de nos podermos juntar nestas jornadas vai reforçar o nosso trabalho e facilitar os contactos entre os profissionais de saúde”, defendeu a médica.




