Quinta-feira, 29 de Julho de 2021
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Escola Profissional de Murça, uma referência no ensino de proximidade

Com as portas abertas desde 1993, a Escola Profissional de Murça é uma instituição de ensino público certificada com o selo de garantia da qualidade EQAVET desde seis de outubro de 2020, dotada de ferramentas essenciais na formação de qualidade e preparação dos jovens para a entrada no mercado de trabalho

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Amélia Morais, diretora pedagógica da Escola Profissional de Murça, acompanha, ano após ano, o percurso e a progressão profissional de inúmeros alunos que passam por esta instituição de referência.

À VTM, explicou que “a nossa preocupação é, efetivamente, proporcionar uma boa formação para que os alunos cheguem ao final do seu percurso escolar com sucesso e se possam enquadrar no mundo do trabalho da melhor forma possível ou mesmo prosseguir nos estudos”, salientando que este esforço é realizado com o objetivo de proporcionar a cada aluno um “acompanhamento personalizado”.

“Curiosamente, do ano passado para este ano letivo, houve um aumento do número de alunos”
AMÉLIA MORAIS
DIRETORA PEDAGÓGICA

A escola acolhe, neste momento, cerca de 110 alunos e apesar da baixa densidade populacional, e da falta de jovens na região, a diretora pedagógica revela que “curiosamente, do ano passado para este ano letivo, houve um aumento do número de alunos”.

Durante a fase de confinamento, resultante da pandemia, a Escola Profissional de Murça conseguiu, ainda assim, “um resultado positivo”. “Houve necessidade de reestruturar o ano de acordo com o desenvolvimento da Covid-19. Conseguimos dar resposta usando a plataforma Teams e mantendo a proximidade com os alunos”, reforça Amélia Morais, acrescentando que “os alunos vinham com vontade de regressar à escola”.

Questionada sobre o ensino profissional estar, muitas vezes, associado a alunos com mais dificuldades, Amélia Morais admite ser necessária uma mudança de mentalidade. “Socialmente ainda existe esse estigma, mas está cada vez mais a diluir-se”. A diretora diz ainda que “os alunos optam pelo ensino profissional não por ser mais fácil, mas porque é algo que realmente querem”. Temos uma elevada taxa de empregabilidade, os nossos alunos terminam a sua formação com capacidades técnicas e práticas que são valorizadas pelas empresas da região”.

Já com os olhos postos no futuro, Amélia Morais mostrou-se, uma vez mais, otimista, pretendendo que “a escola aprofunde a sua relação com o mundo empresarial da região, através de formações em áreas essenciais às empresas locais”. Acrescentou ainda que “na área da mecatrónica iremos desenvolver um projeto que passa pela recuperação de um automóvel na sua totalidade”.

A diretora pedagógica revelou ainda a existência de outros projetos, como a realização de uma exposição fotográfica sobre o património cultural com trabalhos dos alunos desta escola profissional, na segunda quinzena deste mês, que conta com a colaboração e apoio do CITRIME (Centro Interdisciplinar, Inter-Regional e Transfronteiriço de Memória da Educação). Desenvolvendo, ao longo destes anos, parcerias com algumas entidades locais como “a Delegação da Cruz Vermelha, o Centro de Saúde, a Liga Portuguesa contra o Cancro, entre outras”.

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