As más condições de um dos edifícios da UTAD, em Vila Real, voltaram a ser sublinhadas pelos alunos da academia transmontana que, desta feita, fecharam mesmo as portas do ex-DRM.
A problemática já se arrasta, há anos, mas os alunos garantem que não vão desistir, enquanto não forem garantidas as condições mínimas, para um funcionamento com qualidade.
A degradação do edifício em si, problemas nos sistemas de aquecimento e iluminação, bem como a falta de biblioteca, sala de computadores e estacionamento, continuam a ser reivindicações dos estudantes dos cursos de Economia e Gestão que, ontem, durante todo o dia, encerraram a cadeado as portas do ex-DRM, um dos pólos da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.
Até à hora do fecho desta edição, as portas do edifício (conhecido como ex-DRM) continuavam fechadas, garantiu, ao Nosso Jornal, Bruno Gonçalves, Presidente da Associação Académica da UTAD, recordando que as revindicações “não são novas”, pelo contrário “arrastam-se, há anos”, sem solução à vista.
O mesmo responsável revelou que, para já, o objectivo é conseguir as condições mínimas para o funcionamento normal das aulas, condições que passam, sobretudo, pela melhoria dos sistemas de aquecimento e iluminação e, ainda, pela criação e funcionamento adequado de uma sala de informática.
“É injusto que alguns estudantes tenham todas as condições necessárias a um bom desempenho escolar e outros não”, lamentou Bruno Gonçalves, referindo-se aos cerca de 600 alunos que têm aulas naquele pólo da UTAD.
Mas a reivindicação dos estudantes passa, ainda, pela necessidade de uma intervenção mais profunda no edifício e, mesmo, pela criação de uma biblioteca e pela dotação de lugares, no parque de estacionamento pago, em frente ao ex-DRM.
“Há cerca de três semanas, tivemos uma reunião, com a Reitoria, para voltar a mostrar o nosso descontentamento e para deixar o aviso sobre a greve e já temos agendado um novo encontro”, revelou o dirigente associativo, adiantando que os estudantes não vão desistir da luta que, ao longo dos últimos anos, já teve vários outros episódios.
Bruno Gonçalves referiu que já foram mesmo entregues vários documentos e um caderno de encargos, à Reitoria, com as reivindicações dos alunos, mas que “quase nada foi feito”.
Armando Mascarenhas Ferreira, Reitor da UTAD, reconhece a problemática e vê o protesto dos alunos como “uma evidência do que a academia tem vindo a reivindicar, há muito tempo” e que, apesar do edifício ter sido alvo de sucessivos melhoramentos, a nível do quadro eléctrico, telhado ou janelas, é necessária uma intervenção profunda ou, então, a construção um novo edifício, projecto que, denominado “Edifício das Ciências Organizacionais e Empresariais”, já teve, aliás, inscrição em PIDDAC, mas que nunca saiu do papel.
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