Terça-feira, 26 de Outubro de 2021

Estudantes procuram soluções para a comunidade

Os alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) ajudaram, em cerca de três anos, meia centena de empresas e instituições a encontrarem soluções para problemas reais no âmbito de um projeto que vai agora ser replicado pelo país.

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O anúncio foi feito hoje na Conferência Internacional em Processos de Cocriação no Ensino Superior, em que foram apresentados à comunidade os resultados do projeto Demola, um conceito finlandês que o Politécnico de Bragança trouxe para Portugal em 2016.

Desde então, cerca de 500 estudantes já participaram em desafios colocados por empresas e instituições locais com respostas e soluções concretas para 50 soluções em cinco semestres acompanhados por 30 professores, segundo o balanço feito hoje pela coordenadora, Vera Ferro Lebres.

Segue-se agora a nacionalização do projeto, com o IPB a cooperar para que este possa estar disponível em todos os politécnicos. de modo a que, nas respetivas regiões, com as empresas e instituições, os estudantes possam também cocriar e ajudar ao desenvolvimento regional de Portugal.

Segundo a coordenadora, “o projeto começou por ser apenas extracurricular, mas neste momento há docentes que implementam as mesmas metodologias nas suas salas de aula e que trabalham os conteúdos académicos de forma aplicada àquilo que são as necessidades das empresas e instituições”.

De acordo com a coordenadora do Demola, as empresas e instituições encontram, desta forma, soluções com a mais-valia das equipas multidisciplinares que o politécnico consegue reunir, enquanto os estudantes têm um primeiro contacto e também porta aberta para o mundo do trabalho.

“Para os estudantes é, acima de tudo, um primeiro contacto com empresas, com o mundo real. A inserção nos projetos dá créditos académicos e há estudantes que são posteriormente recrutados seja em estágios profissionais, seja como colaboradores efetivos”, afirmou.

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, esteve presente na apresentação dos resultados e considerou que “este projeto é particularmente importante devido à necessidade e à emergência de, cada vez mais, “as instituições portuguesas estarem integradas em redes europeias, mas também em redes com outras instituições, com empresas e com a Administração Pública”.

“Porque hoje aprender é também aprender a colaborar e, por isso, o Ensino Superior tem de ser um espaço de colaboração aonde as salas de aula, os laboratórios de colaboração, a presença de empresas é sempre constante e contínua, assim como a presença de pessoas com diferentes idades”, defendeu.

O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, sublinhou que este projeto se enquadra naquela que é “uma preocupação em particular dos politécnicos que, pela sua natureza, devem estar mais ligados às organizações e ajudar o desenvolvimento económico e a inovação”.

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