Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
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Falta de estacionamento gera contestação

As faixas estendidas no gradeamento demonstram o descontentamento com a redução drástica do estacionamento no primeiro troço da avenida Cidade de Ourense. Comerciantes falam em prejuízos na ordem dos 80 por cento. Manuel Martins acredita que se trata de “uma falsa questão” e lamenta que os cidadãos não tenham exposto as suas preocupações à Câmara antes de partirem para o protesto.

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Os comerciantes e moradores da zona do Seixo sentem-se “injustiçados” com a redução do estacionamento na avenida Cidade de Ourense, artéria de Vila Real que foi alargada no âmbito do projecto de construção do pavilhão desportivo e da central de transportes.

Com faixas estendidas juntas ao gradeamento da zona comercial do edifício do Seixo, os comerciantes pedem mais estacionamento e questionam o município sobre “os seus direitos”.

Em causa estão os lugares de estacionamento antes disponíveis na faixa ascendente do troço da avenida Cidade de Ourense, entre a Rotunda da República Portuguesa e o cruzamento da Segurança Social, na rua de sentido único, descendente, que vai desde a Avenida da Noruega. “Não nos importamos de ter parquímetros, desde que haja opções para que os clientes possam estacionar e vir às lojas”, explicou Filomena Rodrigues, proprietária de um estabelecimento comercial.

“Há comerciantes que tiveram um prejuízo de 80 por cento”, referiu a lojista, revelando ainda queixas relativamente à perseguição por parte da Polícia. “Não temos condições nem para descarregar mercadoria. Num só dia tive que pagar três multas”, contabilizou Filomena Rodrigues.

Esta reestruturação “estragou muito o negócio”, confirmou a empresária Isabel Costa, referindo que também os moradores têm muita dificuldade em estacionar. “Dizem que vão fazer um parque de estacionamento, mas de certeza que vai ser a pagar”, lamentou.

Confrontado com a questão, Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila real classificou o problema como “uma falsa questão”.

“Requalificamos aquela entrada da cidade. É um espaço que tem que ter alguma fluidez. Cada vez que um carro estacionava ou saía causava transtornos ao fluxo de trânsito”, defendeu o autarca, deixando a garantia de que “não há hipótese nenhuma” dos lugares de estacionamento serem repostos naquela rua.

No entanto, o autarca adiantou que “na rua de trás” serão criados cerca de 14 lugares de estacionamento para compensar os que desapareceram.

Manuel Martins sublinhou que, com a contestação, reconheceu que os serviços da autarquia cometeram “um erro” no processo de instalação dos mecos na rua que vai dar à Avenida da Noruega. “Pusemos ali uns mecos para que os peões possam circular em segurança e para evitar o estacionamento junto das casas das pessoas, mas só me apercebi depois que puseram uma placa única de paragem proibida junto ao cruzamento quando a ideia não era essa”, garante o edil, explicando que o estacionamento é permitido a seguir à entrada para o Bairro da Concha.

O autarca vila-realense revelou ainda que está já em adjudicação a segunda fase da construção do Complexo do Seixo, no âmbito do qual será criado um parque de estacionamento subterrâneo pago, com capacidade para 200 viaturas, e que deverá estar pronto dentro de quatro meses.

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