Entre os dias 1 e 26 de Janeiro, a região volta a ser palco de um festival que pretende apresentar a “música clássica de uma forma descontraída”. Em 23 concertos, 10 são direccionados para o público mais jovem, para as crianças do Ensino Básico que, ao som da harpa e do violino, “vão poder contactar com uma sonoridade agradável e mágica que os introduza, com simplicidade e prazer, no mundo da música clássica”.
“Música séria para gente divertida” volta a ser o lema do Festival de Ano Novo (FAN), uma organização conjunta entre o Teatro de Vila Real, o Teatro Municipal de Bragança e a Associação Chaves Viva que vai permitir que os vila-realenses entrem, em 2008, ao som da música clássica.
Com o primeiro concerto marcado logo para a primeira noite do ano, o FAN vai ser prolongado até ao dia 26 de Janeiro, com 23 concertos, dez dos quais têm como público-alvo os espectadores “de palmo e meio”.
“Este ano, temos um elemento novo no FAN: os concertinhos. Pequenos concertos para gente miúda”, explicou Helena Genésio, Directora do Teatro brigantino.
Segundo a mesma responsável, os espectáculos de harpa e violino, a cargo de Flávio Azevedo e Eleanor Magalhães, são direccionados para crianças dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico, prevendo-se que mais de quatro mil crianças assistam aos “concertinhos”.
Para além do novo objectivo de promover um primeiro contacto dos mais novos com o mundo da música clássica, na sua segunda edição, o FAN renova as suas pretensões “de proporcionar um acesso descontraído à música erudita, descentralizar geograficamente a oferta de espectáculos e dinamizar espaços de interesse histórico, arquitectónico e cultural”.
“Convidamos as pessoas a circularem pela região e queremos atrair pessoas de fora, apresentando um roteiro que procura favorecer o turismo cultural”, explicou Vítor Nogueira, Director da casa de espectáculos vila-realense, recordando que a organização em rede do festival transmontano permite que sejam rentabilizados os recursos humanos, técnicos e financeiros, sendo de realçar que o orçamento total, para esta edição do FAN, é de 40 mil euros.
Relativamente à bilheteira, o Director vila-realense sublinhou que vários espectáculos são gratuitos e naqueles em que há uma entrada a cobrar os valores “nunca ultrapassam os cinco euros”.
“A política dos preços prende-se um pouco com as políticas de cada parceiro, mas os bilhetes serão simbólicos”, revelou Vítor Nogueira.
Assim, na primeira noite do ano, os transmontanos e restantes visitantes da região vão poder assistir, no Teatro de Vila Real, a um concerto com a Orquestra de Balalaicas de S. Petersburgo, “uma das mais antigas orquestras amadoras da Rússia”.
No dia 3, o FAN viaja até ao Centro Cultural de Chaves, para o espectáculo do Trio Lloyd, Mikus e Flecha (violino, violoncelo e guitarra), três músicos de valor reconhecido, a nível internacional, provenientes da Inglaterra, República Checa e Argentina, respectivamente.
No dia 5, será a vez de. na Capela de Arroios, ecoar a música clássica, com o concerto dos Unisax, quarteto de saxofones, um espectáculo que se repetirá, no dia 12, no Teatro Municipal de Bragança.
A Orquestra de Jovens de Santa Maria da Feira, a Orquestra Clássica de Espinho, a Orquestra Filarmónica das Beiras, o Coro de Câmara de São João da Madeira, o duo de piano e acordeão de Nuno Pereira e Gonçalo Pescada e o Quarteto em Si (violino, viola d’arco e violoncelo) são os restantes grupos que vão realizar concertos entre os Teatros de Vila Real e Bragança, o Centro Cultural de Chaves e, ainda, a Torre de Quintela.
Maria Meireles







