Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Férias em Barcelona resultam em tragédia com a morte de uma portuguesa

Maria Margarida Costa, de 56 anos, encontrava-se a passar férias, com o marido, no “Camping” Estrela do Mar, em Castellfells, nos arredores de Barcelona. Ao início da manhã de Domingo, um raio de uma forte trovoada que fustigava a região acabou por atingir, mortalmente, esta professora primária, já aposentada. “Foi por volta das 7 horas […]

Maria Margarida Costa, de 56 anos, encontrava-se a passar férias, com o marido, no “Camping” Estrela do Mar, em Castellfells, nos arredores de Barcelona. Ao início da manhã de Domingo, um raio de uma forte trovoada que fustigava a região acabou por atingir, mortalmente, esta professora primária, já aposentada.

“Foi por volta das 7 horas da manhã. A minha irmã e o meu cunhado ainda estavam deitados, quando o raio os atingiu. Foi o meu cunhado que, quando se apercebeu de que ela não estava bem, começou aos gritos, a pedir ajuda” – disse-nos Norberto Costa, irmão da vítima. A equipa de socorro ainda tentou reanimar Margarida Costa, mas sem sucesso. Também o seu marido, Albano Nascimento, foi hospitalizado, tendo já tido alta.

Este foi o segundo ano em que aquele casal escolheu tal destino de férias, dado que o seu filho mais novo, Bruno Nascimento, de 24 anos, se encontra a estagiar, naquela cidade.

“Aproveitavam este período, para estar mais perto dele. Sempre fizeram campismo. Tinham vendido a auto caravana e, agora, tinham uma canadiana” – comentou Norberto Costa.

A vida destes familiares não foi facilitada, em Espanha. A transladação do corpo foi difícil e demorada, com o óbice de toda a carga emocional e de sofrimento que acarretou.

Embora a autópsia tenha sido já realizada, na Segunda-feira, só foi possível trazer o corpo na Quarta-feira, sendo que toda esta espera “foi muito dolorosa”.

Falámos com Pedro Nascimento, de 29 anos, filho mais velho da vítima que se deslocou, de imediato, a Barcelona, a fim de apoiar o pai e o irmão, ambos em estado de choque. Quando questionado quanto a eventuais apoios, referiu-nos não ter a família qualquer apoio. Nem psicológico, nem outro qualquer.

“A única coisa que nos deram foi o número de telefone do Consulado Português. Quando liguei, a solicitar alguma rapidez, na transladação, disseram–me que as normas, nestas situações, não podem ser ultrapassadas e que nada há a fazer, senão aguardar”. Mas os familiares em Portugal tudo fizeram, para conseguir abreviar o processo de transladação.

Alexandra Costa, sobrinha da vítima, tentou contactar a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, em Barcelona, mas “disseram-me que a mesma só funciona até às 14 horas” e “o e-mail que foi enviado, para o endereço supostamente daquele organismo, veio devolvido”. Ainda, segundo Alexandra Costa, tentou o mesmo organismo, em Lisboa, mas o número telefónico disponibilizado remeteu-a para a Secretaria de Estado da Áustria (!).

Também apurámos que o seguro do Parque de campismo não cobre qualquer despesa de um acidente deste tipo, pelo que todas as custas serão suportadas pelos próprios.

Desta situação pouco comum foi levantada, pelos familiares, a questão da existência ou não, no Parque de Campismo, de pára-raios, mas, segundo soubemos, através de Pedro Nascimento, o Director do Parque garantiu que o “Camping” está certificado, sendo que os pára-raios estão operacionais.

O corpo de Maria Margarida foi transladado, ontem, de Barcelona, para a Igreja da Lapa, em Chaves. O funeral deverá acontecer amanhã, para o Cemitério Novo da Cidade.

 

Jmcardoso

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