Quarta-feira, 10 de Agosto de 2022

Filandorra vai levar secretaria de Estado da Cultura à barra dos tribunais

Depois de anunciado o resultado final dos concursos de apoio às artes a Companhia de Teatro Filandorra, sedeada em Vila Real, anunciou publicamente que vai recorrer às instâncias judiciais “e, sobretudo, ao tribunal popular”, para que se faça justiça num processo que afinal “não passou de um engodo”.

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Tal como aconteceu há dois anos, e à semelhança da realidade de muitas outras estruturas artísticas espalhadas pelo país, a Filandorra não foi contemplada com qualquer apoio, isso apesar de, como atesta o diretor David Carvalho, ter cumprido todos os requisitos e de apresentar uma vasta atividade. “Temos o parecer da Direção Regional da Cultura do Norte (DRCN), que é obrigatório e que para nós foi de 19,9, ou seja é extremamente positivo. Já garantimos 50 por cento do orçamento, através das parcerias com 19 municípios e outras instituições e temos um vasto repertório que vai de Gil Vicente a Molière ou Shakespeare”, sublinhou.

A Filandorra pedia na sua candidatura cerca de 300 mil euros para os próximos dois anos, o que “corresponde a uma participação de 50 por cento do total do projeto”.

Agora, sem qualquer apoio, e numa altura em que está prestes a assinalar o seu 30º aniversário, o futuro ainda é incerto. “A Companhia suspendeu de imediato as produções agendadas para este ano como ‘A maior Flor do Mundo’, de José Saramago, e ‘Com o Amor Não se Brinca’, de Musset, e prevê reduzir em 50 por cento as despesas com pessoal, estando na iminência de despedir parte do elenco, aumentando assim o nível de desemprego na região”, explicou o mesmo responsável.

Sobre a possibilidade da companhia vir a ser obrigada a abandonar os palcos, David Carvalho mostrou-se confiante de que a Filandorra, pelo trabalho que desenvolve localmente conseguirá “uma reação positiva das câmaras e da comunidade”.

“Se calhar o que esta directora-geral ou este secretário de Estado queriam era que desistíssemos, para que não houvesse teatro em Trás-os-Montes, nas escolas, para que não se fizesse António Saramago, António Torrado, Alexandre Parafita… Mas nós não vamos fechar”, garantiu.

 

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