A valorização do espaço e proporcionar melhores condições de visitação em termos de acolhimento, são os dois grandes objectivos do projecto que envolve as três instituições. Uma delas é o Município de Mondim de Basto que, desde a primeira hora, mostrou interesse na iniciativa. “Estamos a trabalhar num projecto muito interessante para as Fisgas de Ermelo e para toda a sua área envolvente, que conta com a colaboração de três entidades. A UTAD já tem já uma equipa de técnicos a trabalhar neste projecto. Pretendemos melhorar os acessos, fazer pequenos miradouros, para que os visitantes possam observar em segurança aquele património geológico”, contou, ao Nosso Jornal, o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira.
A intervenção contempla ainda o aproveitamento do edifício da antiga casa florestal para fins de carácter científico. O autarca realçou o facto do projecto abranger a componente material e imaterial. “Por isto mesmo envolvemos a UTAD, que já tem Uma equipa de arqueólogos, biólogos e de arquitectos a trabalhar, e espero que seja um projecto âncora para o desenvolvimento do concelho e atrair ainda mais pessoas ao local”, sublinhou.
O prazo para a conclusão do projecto aponta o final deste ano. Depois terá de ser encontrada uma forma de financiamento, no âmbito do QREN. “Penso que não será difícil encontrar financiamento, naturalmente que a Câmara assumirá a parte correspondente ao Município e depois teremos todas as condições para que o projecto seja concretizado”, concluiu Humberto Cerqueira.
De referir que, esta cascata do rio Olo é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa, precipitando-se através de uma grande barreira de quartzitos formando um profundo socalco. O desnível desta cascata apresenta cerca de 200 metros de extensão cavados ao longo dos milénios.




