É caso para dizer que quem espera, desespera. Que o diga um grupo de moradores da aldeia de Vale de Agodim, situada no limite do concelho de Alijó com Sabrosa. O funcionamento deficiente de uma fossa está a levantar muitas críticas por parte dos habitantes que reclamam uma solução. César Santos é um dos queixosos. “É um cheiro insuportável. Não se pode ter as janelas abertas. Há crianças, idosos e pessoas doentes nesta zona residencial da aldeia. Não entendo como esta fossa, construída há mais de vinte anos, esteja a derramar este esgoto a céu aberto. Estamos muito descontentes com esta situação”.
António Armando é um dos idosos da aldeia que sente na pele as consequências dos maus cheiros. “Isto faz mal à saúde. No Verão, quem aguenta estar aqui? Ninguém, pois é um cheiro a esgoto horrível. O melhor é fugir para longe, mas o pior é quem aqui mora”, acrescentou. Ao que apuramos, nesta fossa vem desaguar quase todos os esgotos da aldeia.
Outra das críticas dos moradores, deixadas ao Nosso Jornal, tem a ver com o mau estado da estrada municipal, que liga Vale de Agodim à via intermunicipal Sabrosa – Alijó. Um troço que necessita de obras de remodelação. O presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, Domingos Henriques, manifestou a “sua compreensão” com as queixas dos moradores. “É uma das situações que me preocupa, pois está em causa a saúde pública, mas a solução deste problema passa pela beneficiação da estrada municipal de acesso a aldeia, que já está prevista. Na mesma altura, iremos intervir na fossa”, garantiu. O autarca adiantou ainda que para minorar os efeitos, de quinze em quinze dias, a fossa irá ser esvaziada, e no Verão, a operação será feita semanalmente.


