No IP4, a “caça” aos detectores de gelo continua. A última época de Inverno trouxe uma razia, à primeira experiência da colocação de avisadores da possibilidade de existência de gelo, na via, no troço entre o Alto de Espinho e o nó de Pópulo, Com efeito, cento e sessenta e sete destes pequenos aparelhos foram furtados, desde Novembro até à última semana.
Perante este cenário e atendendo ao facto de tais avisadores já não justificarem, “devido à amenidade das temperaturas”, a Direcção de Estradas de Vila Real deu ordens para que os que ainda tinham sido poupados fossem retirados.
Os furtos foram registados pela Brigada de Trânsito de Vila Real que comunicou o facto, “por inerência de competências”, ao Núcleo de Investigação Criminal da GNR.
Segundo uma fonte das autoridades, “é difícil encontrar o autor ou autores dos furtos dos avisadores, já que as acções, geralmente, são cometidas de noite”. Segundo a mesma fonte, “o objectivo dos furtos não estão definidos. Mas o simples vandalismo ou a curiosidade serão as causas mais prováveis”.
Os furtos ultimamente registados engrossam o número de outros, já registados, no troço entre Amarante e Quintanilha, com o total a ultrapassar, já, mais de três centenas. Apesar destes furtos constantes, a Direcção de Estradas de Vila Real vai continuar a colocar, este ano, “nos meses mais frios”, os detectores de gelo, no IP4.
São pequenos aparelhos circulares que funcionam com um pequeno sensor que, ao registar-se uma temperatura negativa, faz rodar um dispositivo reflector azul, indicador da possibilidade de gelo, na estrada.
O maior número de aparelhos foi furtado entre Vila Real e o nó do Pópulo.
O NIC da GNR de Vila Real está a proceder a investigações tendentes à descoberta dos autores destes furtos.
A empresa Estradas de Portugal, E.P., investiu mais de 78 mil euros, neste sistema de detecção, instalado, no IP4, desde meados de Outubro, no sentido de alertarem os condutores para a necessidade de conduzir, com prudência, nesta via rodoviária.
José Manuel Cardoso