Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

GNR alerta para destino “seguro” de luvas e máscaras usadas

A GNR está a alertar para o encaminhamento correto de resíduos, como máscaras e luvas usadas devido à covid-19, e os perigos resultantes do seu abandono na via pública, incidindo as ações em lares, supermercados ou farmácias.

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A operação Retrovírus é de âmbito europeu e levou os militares da GNR esta manhã à Campeã, no concelho de Vila Real, uma iniciativaacompanhada pela agência Lusa.

“O objetivo é as pessoas estarem consciencializadas do perigo que acarreta a não colocação deste tipo de equipamentos de proteção no local que lhes é devido”, afirmou o capitão Rui Novais, comandante do Destacamento Territorial de Vila Real.

Por causa da covid-19, está-se a intensificar o uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, os quais já se vão vendo abandonados na via pública. Há também situações em que estes equipamentos estão a ser indevidamente reaproveitados. Este é um comportamento considerado “de risco” que é preciso combater.

“O grande objetivo destes equipamentos serem colocados nos lugares próprios é precisamente para minimizar a possibilidade de contágio em contexto pandémico”, sustentou Rui Novais.

Na Campeã, a primeira paragem foi no Centro Social e Paroquial, onde residem 40 idosos e trabalham 41 funcionários, que agora se dividem em turnos.

“Estamos aqui no sentido de aconselhar a forma como devem ser tratados os resíduos que nesta fase estamos a produzir, nomeadamente as máscaras, as luvas, as batas ou viseiras que se estragam”, explicou às funcionárias da instituição o sargento João Mendes, do núcleo de proteção ambiental de Vila Real.

O militar explicou que estes resíduos, usados na prevenção da covid-19, devem ser colocados num recipiente exclusivo para estes materiais e que tenha uma alavanca para abrir com o pé.

Dentro desse recipiente deve ser colocado um saco plástico, que deve ser cheio até ao máximo de dois terços, o qual, ao ser retirado, deve ser amarrado, colocado dentro de outro saco, também fechado, e depois colocado no lixo indiferenciado.

Estes resíduos, salientou, devem ser separados dos restantes.

João Mendes explicou ainda que outro tipo de lixo, como as fraldas retiradas aos idosos, devem ser tratados como resíduos hospitalares.

“Nesta fase de pandemia é muito importante que se cumpram estas regras”, frisou.

Marta Alves, encarregada geral da instituição, disse que “todos os conselhos são poucos” e referiu que, a partir de agora, irão “ter mais cuidado” na forma como vão encaminhar os resíduos resultantes da atividade do centro.

Os militares seguiram depois para um supermercado, também naquela localidade. Na entrada do estabelecimento observaram um contentor sem tampa, sem qualquer plástico no interior e com os resíduos todos misturados, como luvas, máscaras e outro lixo indiferenciado.

Lá dentro, a mensagem transmitida foi a mesma. A ação é de sensibilização e de alerta para os perigos escondidos após o uso destes equipamentos.

O Governo recomenda o uso de máscaras por qualquer pessoa em espaços fechados, como supermercados, farmácias e transportes públicos, como "medida adicional" às já adotadas contra o novo coronavírus.

Posteriormente, segundo o sargento, irá haver uma fase de fiscalização.

“O que aconselhava, para já, era colocar um recipiente lá fora, com um saco plástico e cumprir com estas regras”, referiu o militar dentro do supermercado.

Também é importante, segundo a GNR, os clientes irem sendo alertados para o encaminhamento correto dos equipamentos.

Marco Magalhães, que trabalha no supermercado, disse que vai cumprir os conselhos dos militares, que considerou serem importantes “na luta de todos contra a covid-19”.

Neste estabelecimento já vão entrando clientes com máscaras e luvas, no entanto, segundo o responsável, “nem todos conseguem arranjar máscaras” nesta altura. Aqui, em poucas horas foram vendidas cerca de 30 máscaras sociais.

A GNR está a incidir estas ações em lares de idosos, supermercados, mercearias, farmácias, bem como em locais de paragem de transportes públicos.

“Essencialmente locais de frequência de várias pessoas”, salientou o comandante Rui Novais.

Em Vila Real, a GNR mobilizou para esta operação militares do núcleo de proteção ambiental e das secções de prevenção criminal e policiamento comunitário.

De acordo com o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia, o concelho de Vila Real contabiliza 145 casos positivos de covid-19.

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