Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

“Gostamos que as pessoas se sintam em casa”

É na pacata aldeia de Vila Chã, no concelho de Alijó, que encontramos a Associação de S. Tiago. A instituição foi criada em 1992 para dar resposta a uma faixa etária da população “que estava a ficar sem retaguarda”, refere António Fernandes, presidente da direção

É com ele que percorremos algumas das páginas da história desta instituição. “Um grupo de pessoas, aqui de Vila Chã, decidiu criar esta associação para dar resposta aos problemas dos habitantes da freguesia”, lembra. Mas houve a necessidade de “alargar o serviço às aldeias vizinhas, que também não tinham resposta do género”, sendo que “hoje damos apoio em 11 aldeias”.

A Associação deu os primeiros passos com o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) e como Centro de Dia. Mais tarde, juntou-se a valência de Centro de Atividades de Tempos Livres (CATL), até porque “haviam aqui muitas crianças”. Entretanto, “deixaram de haver crianças e suspendeu-se o ATL” conta António Fernandes, não escondendo que “as necessidades, com o passar do tempo, mudaram”.

“Tínhamos o SAD e o Centro de Dia, mas as pessoas começaram a solicitar um apoio interno, daí que foi criado o lar, hoje chamado de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI)”, explica.

O apoio da Segurança Social, à data, “era pouco e tivemos de optar por um projeto mais pequeno”, lembra. Assim nasceu o lar, com capacidade para 14 camas, um número que, em breve, irá aumentar para 32, de forma a “dar resposta à lista de espera, onde temos pessoas até do Porto”.

Com este aumento, será necessário intervir, por exemplo, na cozinha e na lavandaria. “Foram criadas para o projeto inicial e é preciso adaptá-las para a realidade atual. Temos já uma candidatura aprovada, no valor de 150 mil euros”, indica o responsável.

“Os idosos gostam de cá estar e os familiares também gostam da forma como eles são tratados”, vinca, frisando que “somos muito criteriosos nos funcionários que contratamos”.

A Associação de S. Tiago de Vila Chã presta apoio a cerca de 40 utentes em regime de SAD, a 20 em Centro de Dia e tem atualmente 14 na ERPI. Segundo Catarina Alves, diretora técnica da instituição, não falta dinamismo.

“Temos um plano mensal de atividades. Fazemos desde pinturas, a ginástica. Além disso, os que têm mais mobilidade, principalmente as senhoras, gostam de fazer o que faziam no dia a dia como aparar uma batata, uma fruta, costurar, cuidar do jardim e nós deixamos, para que se sintam em casa”, conclui.

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