Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Entrevista“Há medo que a Casa do Douro se transforme na grande defensora do pequeno e médio viticultor”

“Há medo que a Casa do Douro se transforme na grande defensora do pequeno e médio viticultor”

Numa altura que o Douro vive uma crise sem precedentes, o presidente da Casa do Douro acredita na viabilidade da região, mas pede mais apoio ao Governo para implementar medidas estruturais

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Tomou posse no final de janeiro como presidente da Casa do Douro. Nestes seis meses e pouco, o que foi possível fazer?

Tem sido um período muito desafiante, em que estamos a pegar do zero, por isso é preciso montar uma estrutura novamente, voltarmos a ser aquela Casa do Douro que foi no passado. Temos dado passos sólidos, bem estruturados, para que possamos ter uma Casa do Douro com um sentimento mais de eterno e não algo como efêmero.

E acredita que a Casa do Douro pode ser o que foi no passado?

Os tempos são outros, as vivências são diferentes, as regras também alteraram alguma coisa, mas penso que é possível manter a defesa do pequeno e médio viticultor. É aqui que deve estar a missão e o objetivo da nova Casa do Douro, a defesa da viticultura e do pequeno e do médio viticultor. Isso é fundamental para dar solidez à própria Casa do Douro e, ao mesmo tempo, conseguir que o viticultor se sinta condignamente remunerado.

A provedora de Justiça remeteu a Lei n.º 28/2024 ao Tribunal Constitucional. Vocês não foram informados sobre essa situação? Têm argumentos sobre a constitucionalidade da lei aprovada em Assembleia da República?

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