O Papa Francisco abriu a Porta Santa a 24 de dezembro, iniciando o Jubileu de 2025 com o tema “Peregrinos da Esperança”. Como é que a Diocese de Vila Real se preparou para viver este Ano Santo?
Foi um Ano Santo importante, em que os vários arciprestados e paróquias tiveram as suas iniciativas. Aliás, algumas ainda estão a decorrer, pois o encerramento será só no último domingo do ano. No caso particular de Vila Real, tínhamos tido um ano jubilar especial há dois anos, a propósito do centenário da Diocese, pelo que algumas propostas e ideias já tinham sido cumpridas. Mesmo assim, as paróquias e outros movimentos fizeram as suas iniciativas e várias pessoas, em representação da diocese, participaram no Jubileu em Roma. Foi uma boa preparação, uma vivência muito bonita. Esta é mais uma etapa para o grande jubileu em 2033.
O que significa concretamente ser “peregrino da esperança” no contexto transmontano, marcado pelo despovoamento e pelo envelhecimento da população?
No cristianismo, o conceito de peregrino é muito rico, porque nos faz olhar para a vida pessoal e comunitária e que caminho fazer. O que supera, porventura, uma tentação, que é do imobilismo, de ficar parado ou de pensar que está tudo feito. Não. Também no nosso meio, sermos peregrinos significa assumir este desafio, fazemos um caminho em conjunto. Com esta marca específica da esperança, quer dizer que nesta peregrinação não é apenas o caminhar pelo caminhar, é mais um caminho espiritual, com um horizonte e uma meta.
Completou seis anos e meio como bispo da Diocese de Vila Real.Artigo exclusivo PREMIUM

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