Domingo, 26 de Setembro de 2021

Histórias da Volta a Portugal em bicicleta

A Volta a Portugal em bicicleta sofreu um enorme revés em 2020, altura da sua 81ª edição. Realizada habitualmente na época de verão, este ano decorre mais tarde (o início está marcado para o próximo  dia 27, em Fafe), dadas as condicionantes que lhe foram impostas pela eclosão da epidemia de coronavírus (Covid-19). Posta em dúvida a sua realização, a Federação Portuguesa de Ciclismo (presidida pelo vila-realense Delmino Pereira) e o habitual diretor da prova Joaquim Gomes (ambos ex-ciclistas) elaboraram um plano alternativo que sensibilizou positivamente a Direção-geral de Saúde, os clubes e as autarquias. A “Volta” está, pois, na estrada, com todos os seus aliciantes

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Desde 1927 (ano da sua primeira edição) a “Volta” faltou algumas vezes ao contacto com os lugares, as aldeias, as vilas e as cidades, visitando o mais pequeno lugarejo serrano ou as grandes metrópoles citadinas (em algumas vezes estrangeiras). Desde logo, porque a primeira edição, apesar de ter sido um sucesso, acarretou enormes prejuízos aos seus organizadores, de tal forma que ninguém mais arriscou organizar a corrida. Só em 1931 é que foi relançada, graças a um jornal existente na altura: “Os Sports”. Foi o ano que mostrou uma dupla rival, pelos seus estilos: mais avantajado e possante José Maria Nicolau, mais pequeno e mais rápido Alfredo Trindade. Com eles, foi iniciada também a rivalidade entre dois clubes a que pertenceram. O Benfica (Nicolau) e o Sporting (Trindade).

Em 1936 e 1937, o governo português não autorizou a realização da “Volta” devido à Guerra Civil de Espanha. O mesmo aconteceu entre 1942 e 1945, por causa da II Guerra Mundial; em 1953 e 1954, por falta de apoios financeiros, também não houve “Volta” e, em 1975, por indefinição da política desportiva e inexistência de estatuto do ciclista profissional, a volta também não se fez.

ÁLBUM DE RECORDAÇÕES

Um ciclista com um só pé

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