O autarca anunciou que foi já preparada uma candidatura para a criação de um centro de investigação sobre o tema do imaginário duriense e que será instalado numa quinta comprada pelo município e onde técnicos e artistas poderão trabalhar e colaborar com o Museu do Imaginário Duriense.
De seguida, o escritor e investigador, Alexandre Parafita, enquanto coordenador científico do plano de recolha, classificação e interpretação do Património Imaterial do Douro, no âmbito do Museu do Douro, usou da palavra para contextualizar o processo que conduziu ao Museu do Imaginário Duriense em Tabuaço. Esse projecto começou precisamente por Tabuaço, porque “é um concelho muito denso no seu lendário, que tem aldeias muito isoladas e as aldeias isoladas geralmente concentram muita religiosidade popular, muitas superstições, muitas crenças”. A lenda da construção da calçada de Alpajares (ou do Diabo), situada em Freixo de Espada à Cinta, foi a escolhida para a exposição de inauguração do Museu, mas Alexandre Parafita avança que o MIDU será enriquecido com outros “símbolos do imaginário duriense, ao nível da sua mitologia popular”, nomeadamente os ciclos das mouras encantadas, dos lobisomens e das procissões de almas penadas, uma ideia corroborada pelo director do Museu, Fernando Maia Pinto.
Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Fundação do Museu do Douro, José Sarsfield Cabral, congratulou-se por ser inaugurado o primeiro núcleo museológico de uma rede que se pretende fazer no Douro e frisou que, de futuro, o Douro será uma região “polvilhada de um conjunto de núcleos museológicos funcionando em rede, que permitem transformar uma região que não tinha ainda uma infra-estrutura cultural, numa região apetecível para ser visitada, com conteúdo, com diversidade, que permita não só valorizar quem está e uma outra qualidade de vida, mas também ser uma atracção”.
A encerrar, a Secretária de Estado da Cultura, defendeu que a região do Douro tem que reflectir sobre a forma como o património e a cultura podem ser factor de desenvolvimento económico. Na sua opinião, o património e a cultura têm que ser olhados “como um factor de desenvolvimento económico”, capaz de “criar condições para que um conjunto de outras actividades complementares se possam desenvolver na região”.
“Temos que conciliar os nossos esforços e, olhando para uma região como o Douro, perceber que esta economia do património que aqui existe é um potencial extremamente grande para atracção de visitantes, para atrair um segmento de turismo que tem um potencial muito grande”, acrescentou.





