Tudo estava tranquilo naquele final de tarde nas cercanias do Alvão. Por volta das 16h30, do dia 9 de agosto, um fumo muito negro começou a adensar-se nos céus de Paredes, onde teve início a ignição. O vento forte empurrou o fogo para as aldeias mais próximas, Couto e Testeira, mas rapidamente chegou a Cravelas, Outeiro, Borbela, Relva e Lordelo.
Os momentos mais aflitivos aconteceram no Couto, Outeiro e Borbela, com as pessoas a verem o fogo muito próximo das suas habitações.
António Vieira, 55 anos, morador de Outeiro, ao fim da tarde já temia o pior, com o vento a empurrar de forma assustadora as chamas para a porta de sua casa. “Não tenho palavras
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