“Face a notícias publicadas nas últimas horas, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) esclarece que o contrato de helicópteros de emergência médica se mantém em vigor até 30 de junho de 2030, não havendo qualquer alteração ao modelo operacional atualmente existente até essa data. Neste âmbito, as bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé mantêm-se em pleno funcionamento”, disse o INEM, num comunicado enviado à Lusa.
O esclarecimento surge no seguimento de várias contestações após a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitir a possibilidade de os quatro helicópteros do INEM, sediados em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, poderem vir a ser deslocalizados para o litoral de país.
“Otimizar o serviço de helicópteros de emergência médica, dois héli de nível A, dois héli de nível B, localizados em pontos geográficos estratégicos com logística hospitalar diferenciada de apoio, com bases operacionais nos hospitais, neste caso, São João, Coimbra, Santa Maria e Faro e bases logísticas de retaguarda em apoio alternativo em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé”, disse na semana passada Ana Paula Martins, na Assembleia da República, enquanto enumerava vários pontos para refundar o INEM.
Estas declarações geraram várias contestações, entre elas da deputada do PS eleita por Bragança, Júlia Rodrigues, que disse, à Lusa, estar contra a possível retirada do helicóptero de Macedo de Cavaleiros, afirmando que “viola o acordo estabelecido em 2016 entre os 12 municípios do distrito de Bragança, a Administração Regional de Saúde do Norte e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)”.
Também o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, se manifestou, adiantando, à Lusa, que, após falar com o gabinete da ministra, foi-lhe dito que “é uma hipótese que se coloca, mas não para já”, “não é para estes próximos anos”.
“Tive a garantia da ministra de que não é uma questão que seja para avançar”, disse o autarca, em declarações à Lusa, esta quarta-feira.
O contrato de helicópteros entre o Ministério da Saúde e o INEM estará em vigor até junho de 2030, pelo que até lá não pode ser feita uma alteração à localização das aeronaves.
No entanto, o INEM não nega que após esta data poderão ser feitas alterações, até porque o Governo quer reestruturar o instituto, estando a ser criada uma lei orgânica, que espera ver aprovada este verão.
Na quarta-feira, a Lusa contactou o Ministério da Saúde, que encaminhou para o INEM as questões colocadas, mas até ao momento não obteve qualquer resposta por parte da tutela.




