Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Início da construção em 2015

O lançamento dos trabalhos de implementação do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, realizada na tarde de quinta-feira representou o culminar de um longo processo que teve como interlocutores o Governo, a Iberdrola e as autarquias. Estas acabaram por ter de aceitar o pacote de ajuda de 50 milhões de euros, quando o inicial apontava para os 100 mil. Porém o projeto em si possui números impressionantes: mil e duzentos milhões de euros de custo do empreendimento e criação de 3500 empregos diretos e 10.000 indiretos.

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Perante uma plateia de autarcas e convidados, Javier Palacios, diretor-geral da Iberdrola, apresentou o plano de trabalhos. Recordando que o processo começou em 2007, o responsável deu a conhecer alguns números. “Portugal reduz em 163,4 toneladas/ano a compra de petróleo com estes sistemas operacionais e evita a emissão de 1,2 milhões de CO2. A obra, que vai durar 9 anos, terá também um grande impacto socioeconómico e contemplará a preservação de alguns ícones do vale do Tâmega, como a Ponte de Arame, o Espigueiro de Santo Aleixo, além do reflexo das medidas compensatórias no valor de 50 milhões de euros”. Javier Palácios sublinhou que o pico de obra será atingido em 2018.

Por sua vez, Alberto Machado, presidente da Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar, sublinhou que o investimento “é de vital importância para a região e que os próximos anos exigem o empenhamento de todos para assegurar o restabelecimento do que ficará afetado na região e assegurar que as contrapartidas promovam o desenvolvimento regional”.

O autarca recordou uma recente visita ao Alvão, “onde os populares expressaram os seus anseios quanto ao futuro. E lançou o desafio aos representantes das entidades envolvidas na construção das barragens de não olhar só para o objetivo final, antes que a planificação e a informação seja conjunta e contínua com a autarquia”.

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, encerrou a sessão oficial, recordando passo a passo o processo e do esforço de todos os intervenientes. “Era um impasse que durava há três anos. O tempo era essencial. Não é indiferente quando no momento se faz investimento, quando a Iberdrola estava disponível para investir, se as populações estavam convencidas de que o empreendimento se iria realizar, os municípios já tinham acordado a realização da obra, não era aceitável que divergências relacionadas com contrapartidas e compensações de 50 milhões de euros não chegássemos a um acordo”.

O governante relevou a dimensão do investimento (mil e duzentos milhões de euros), a dimensão de emprego (3.500 diretos e 10.000 indiretos), as contrapartidas nos municípios envolvidos (cinquenta milhões) e a vantagem de ter políticas energéticas porque o país já é líder em energias renováveis na União Europeia e a redução da dependência energética do exterior vai continuar a verificar-se através das barragens de Gouvães, Alto Tâmega e Daivões, que na próxima década deverão entrar em funcionamento. Para já, os trabalhos cingem-se aos acessos e demais necessidades logísticas. A construção das barragens tem início em 2015 com o seu término previsto para 2023.

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