Ontem, no Parque do Bragado, o membro do Governo e a AFN deram a conhecer as operações de gestão florestal e de silvicultura preventiva e alguns investimentos a realizar. Os trabalhos, que decorram em Ribeira de Pena, contaram com o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, do presidente da AFN, Amândio Torres.
Rui Pedro Barreiro realçou alguns dos principais objectivos da iniciativa, considerando que “o mais importante é a divulgação do trabalho que é feito de Norte a Sul do país” na silvicultura preventiva. “Normalmente, a comunicação social só fala da floresta quando há incêndios. Mas, é preciso demonstrar que é feito todo um trabalho para reduzir os riscos e aumentar a capacidade de resistência da floresta. A gestão sustentável da floresta é essencial para podermos resistir aos fogos e às doenças. Saliento ainda o papel desempenhado pelas equipas de sapadores florestais privados ou públicos”.
Quanto a investimentos, nas áreas de protecção e reflorestação, o membro do Governo adiantou que o PRODER tem 4,5 mil milhões de euros disponíveis, para além da intenção de investir 745 milhões de euros na floresta, até 2013. Rui Pedro Barreiro elencou ainda o facto das fileiras florestais serem hoje “o terceiro exportador de Portugal, tendo já ultrapassado os têxteis e com uma componente exportadora fortíssima”.
O presidente da AFN garantiu que na Região Norte a meta estipulada já foi ultrapassada em mais 100 hectares no uso de fogo controlado. Este responsável adiantou ainda que o quadro geral de investimento em 2011, aponta para a triplicação do investimento feito em 2010. “Além dos 700 mil euros de reinvestimento nas áreas florestais com as receitas geradas no próprio espaço da floresta, serão investidos 2,1 milhões de euros em projectos que irão ser suportados pelo PIDAAC, Programa de Desenvolvimento Rural e Orçamento da AFN.
O uso de fogo controlado na região Norte
Para este ano, a AFN criou oito equipas de Fogo Controlado (EFC). Actualmente, o programa de utilização de fogo controlado está a ser desenvolvidos de forma crescente e enquadrado pelo Regulamento do Fogo Técnico. A AFN tem já um peso significativo na gestão de combustíveis com fogo controlado na região Norte, executado em parceria com outras entidades.
Dos 1335,4 hectares executados no ano passado, em 2011 a previsão aponta para os 1400. A AFN garante uma protecção equivalente a 26.708 hectares. O distrito de Vila Real teve 125,1 hectares de área tratada, ou seja, 5 dias de queima. Em relação aos Sapadores Florestais, a AFN tem 292 equipas a operar, encontrando-se 118 a operar na região Norte. O distrito de Vila Real lidera com 33 equipas, seguido por Viana do Castelo com 26. Nos próximos anos está previsto um forte investimento na renovação de equipamento das equipas e serão criadas mais unidades.
O evento de ontem serviu ainda para focar a importância da Gestão de Faixas Secundárias, assim como o plano de acções desenvolvido na Unidade de Gestão Florestal de Barroso e Padrela.
Portugal tem 3 milhões e 400 mil hectares de floresta, destes 10 por cento pertence ao Estado e 80 por cento pertence ao sector privado.





