Vila RealJá são conhecidos consórcios que disputam a construção da ligação “Douro Interior”

Já são conhecidos consórcios que disputam a construção da ligação “Douro Interior”

Mais uma vez, são dezenas as empresas que se uniram, para apresentar uma proposta para a construção de mais uma via de ligação que promete desencravar a região transmontana. Desta feita, a obra que representa a construção de cinco lanços do IP2, entre Valebenfeito e Celorico da Beira (IP5) e de três lanços do IC5, […]

Mais uma vez, são dezenas as empresas que se uniram, para apresentar uma proposta para a construção de mais uma via de ligação que promete desencravar a região transmontana. Desta feita, a obra que representa a construção de cinco lanços do IP2, entre Valebenfeito e Celorico da Beira (IP5) e de três lanços do IC5, entre Murça e Miranda do Douro, tem a adjudicação marcada para o terceiro trimestre deste ano

Seis consórcios que envolvem 52 empresas apresentaram propostas a sub-concessão “Douro Interior”, anunciou, recentemente, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).

O concurso visa a concessão da “concepção, construção, financiamento, manutenção e exploração, sem cobrança de portagem, de três lanços do Itinerário Complementar número cinco (IC5), entre Murça e Miranda do Douro, e de cinco lanços do Itinerário Principal dois (IP2), entre Valebenfeito e Celorico da Beira (IP5), integrando também a exploração e manutenção do troço do IP2, entre Macedo de Cavaleiros e Velebenfeito”.

Beneficiando, directamente, cerca de 330 mil habitantes dos Municípios de Alijó, Murça, Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo, Meda, Vila Nova de Foz Côa, Meda, Trancoso e Celorico da Beira, a obra representa, na sua totalidade, um investimento de cerca de 520 milhões de euros.

Iridium, Eiffage, Brisa, Somague, Soares da Costa e Mota-Engil são as empresas que lideram os seis consócios a concurso.

Relativamente à tão esperada extensão do IC5 que vai ligar “a Póvoa de Varzim a Miranda do Douro, garantindo uma ligação transversal, desde o litoral até à fronteira”, só na região transmontana nascerão mais 145 quilómetros de vias, num investimento de cerca de 300 milhões de euros.

Segundo a calendarização do projecto “Acessibilidade e Mobilidade em Trás-os-Montes e Alto Douro”, apresentado, em Bragança, pelo MOPTC, em Abril de 2006, o IC5 será adjudicado no próximo mês de Setembro, sendo que o seu início está marcado para Novembro de 2009 e a sua conclusão para 2012.

No dia 10, o Governo confirmou, ainda, a adjudicação do “Túnel do Marão”, troço da Auto-Estrada 4 (A4) que liga Amarante a Vila Real, ao consórcio “Auto-Estradas do Marão”, liderado pela Somague, depois de nenhum dos outros quatro consórcios interessados se terem manifestado, durante o período de audiência prévia.

“Salienta-se que esta concessão foi adjudicada em cerca de 13 meses, contados a partir da data do seu lançamento, situação que foi, pela primeira vez, verificada, nos processos de concurso das parcerias público-privadas rodoviárias, em Portugal”, frisou o MOPTC, em comunicado, congratulando-se com a rapidez de todo o processo.

Num investimento de 350 milhões de euros, este primeiro troço da A4 vai envolver a construção de pouco mais de 30 quilómetros de via, 6,7 dos quais constituirão um túnel que cortará o Marão e que será o maior de Portugal. Também para esta via, o calendário do Governo prevê o início das obras para o próximo ano e o final em 2012, prevendo-se, no entanto, a abertura do primeiro lanço já em 2010.

No mesmo comunicado, o Ministério considera que “este investimento contribuirá, decisivamente, para a redução drástica da sinistralidade rodoviária que constitui uma prioridade da acção do Governo. Nesta linha de acção, entre outras iniciativas, o Governo concluiu a A25, lançou a Concessão Auto-Estrada Transmontana, a Concessão Algarve Litoral, a Concessão Litoral Oeste e a Concessão Auto-Estradas do Centro, empreendimentos também decisivos, para o combate ao isolamento e à interioridade”.

De recordar, ainda, que o Ministério das Obras Públicas divulgou, recentemente, as 44 empresas que, organizadas em seis consórcios, concorrem à concepção e construção da “Auto-Estrada Transmontana”, a segunda etapa da A4. Cintra, Dragados, Mota-Engil, Somague, Soares da Costa e Brisa são as líderes do concurso, para esta via que, no total, vai contar com um investimento de 400 milhões de euros, em 135 quilómetros que vão ligar Vila Real a Quintanilha, no distrito de Bragança.

Graças à “implementação do novo modelo de gestão e financiamento do sector rodoviário”, desde Novembro de 2007, “foram lançadas seis novas concessões, num total de 1.250 quilómetros, dos quais 815 correspondem à construção de novas vias, em que cerca de 40 por cento são Auto-Estradas”, sublinham os mesmos responsáveis políticos.

 

Maria Meireles

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