Em declarações à VTM, Ana Catarina Correia, da Associação Centro de Vida Independente, considerou as jornadas de desporto inclusivo um momento marcante para as pessoas com deficiência. “Muitas vezes não temos espaços para falar sobre desporto para pessoas com deficiência, para conhecer a sua história”, afirmou, destacando a possibilidade de “descobrir novos talentos, novos atletas e atrair mais pessoas para o desporto”.
“Não devem ter vergonha ou constrangimento
da sua condição ou circunstância. Pelo
contrário, devem sentir-se dignas daquilo que
conseguem fazer”ANA CATARINA CORREIA
Um dos objetivos da iniciativa foi incentivar a prática desportiva sem receios nem constrangimentos. “Elas podem e devem praticar desporto, cometer erros, correr riscos e ir atrás dos seus projetos de vida e ambições, sem receios”, defendeu a responsável. Referiu também que as pessoas com deficiência devem valorizar mais as suas capacidades individuais. “Não devem ter vergonha ou constrangimento da sua condição ou circunstância. Pelo contrário, devem sentir-se dignas daquilo que conseguem fazer”.
A representante defendeu que a questão da deficiência deve constituir uma prioridade política, através da adoção de medidas que promovam a autonomia e a participação social. “Quanto mais municípios adotarem estas medidas, mais as pessoas estarão incluídas”, afirmou, considerando que o investimento na acessibilidade e na igualdade de oportunidades é essencial para construir uma sociedade mais inclusiva.
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