Embora defenda os investimentos nas infra-estruturas fluviais, o autarca considera que, em termos de atracagem de grandes barcos, a frente ribeirinha atingiu o seu limite. “É premente e necessária a requalificação do cais fluvial de Sabrosa. A praia fluvial do Pinhão não pode ficar emparedada visualmente com a atracagem de vários barcos-hotéis. Estamos receptivos aos barcos e reconhecemos a importância da sua presença, mas chegamos ao limite. Não posso imaginar três barcos-hotéis atracados em frente da praia fluvial, já que isso tapará totalmente a nossa frente e afectará o próprio turismo pedonal”.
Do local desfruta-se de uma magnífica vista sobre o rio e sobre a paisagem envolvente e, na eventualidade dos barcos atracarem, isso irá constituir uma autêntica barreira. Para o edil, o espaço ideal para grandes embarcações seria a zona do cais da Foz, na freguesia de Gouvães do Douro. “É o sitio que tem potencialidades e espaço para este tipo de embarcação”, sublinhou. Alguns operadores turísticos fluviais, apesar de não existirem as condições ideais, aproveitam a maior dimensão do espaço para atracarem ali os seus barcos.
Quanto à requalificação do cais do Pinhão, já foi contratualizada a obra que vai duplicar a sua capacidade de acostagem e possibilitará o acolhimento de 32 embarcações de recreio de médio e grande porte. Será instalado um cais flutuante com 84 metros de comprimento e, ao mesmo tempo, prevê a transferência de um pontão de banhos para a margem esquerda do rio Pinhão. O investimento rondará os 735 mil euros e terá como promotor o IPTM.




