Num comunicado divulgado no dia 21, o Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) confirmou a morte de um homem, de 86 anos, vítima de pneumonia por Legionella, a segunda morte registada naquela unidade nos últimos dois meses na sequência de infecções pela bactéria.
“Apesar de todas as medidas adoptadas, lamentavelmente, foi detectado um terceiro caso”, revelou o Conselho de Administração, confirmando a morte do idoso no dia 18.
O doente, imunodeprimido, “entrou pela primeira vez na urgência a 20 de Maio. Recebeu alta a 13 de Junho e regressou ao hospital a 16 de Junho, com um quadro de pneumonia por Legionella. Foi internado na Unidade de Cuidados Intermédios onde acabou por falecer”.
A direcção do hospital deixa a garantia de que “a partir do diagnóstico do primeiro caso verificado de pneumonia por Legionella, a 28 de Abril”, procedeu à recolha de amostras de água e levou a cabo várias intervenções na canalização, “através de choques térmicos e de um choque químico”, seguindo assim as recomendações da Direcção Geral de Saúde, Delegação de Saúde Pública e Organização Mundial de Saúde.
“Desde o início de todo este processo, os Serviços Técnicos do CHNE, bem como a Direcção Clínica têm vindo a redobrar a vigilância, não só aos doentes internados, como também aos doentes vindos do exterior, já que nesta altura ainda não foi possível comprovar a origem, interna ou externa, do último caso detectado”, explica ainda o conselho de administração.
O CHNE revela ainda que as últimas análises “não detectam actualmente a presença de Legionella na canalização do Hospital de Bragança”. “A bactéria que tinha sido encontrada em alguns pontos de saída de água do quarto piso está eliminada, comprovando a eficácia das várias medidas de controlo e desinfecção que foram de imediato adoptadas, em consonância com os serviços de saúde pública do Norte”.
Mais, no comunicado, o Centro Hospitalar refere que “o valor de 11 unidades de colónia bacteriana por litro de água, anteriormente detectado em análise intercalar, era já muito inferior àquele que é considerado, pelas normas internacionais, perigoso para doentes críticos (50 unidades de colónia bacteriana por litro de água)”.
O conselho de administração deixa ainda a garantia de que “todos os Serviços Clínico e Técnicos do CHNE se mantêm atentos, com vista à manutenção da qualidade e segurança assistenciais”.





