Quarta-feira, 29 de Abril de 2026
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Linha do Douro deverá ter “plena mobilidade” durante as obras

O Governo e a CP estão a trabalhar em soluções que assegurem a “plena mobilidade” das populações na Linha do Douro durante as obras entre Caíde - Marco de Canavezes que começam na próxima segunda-feira, disse à Lusa o Ministério das Infraestruturas. 

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A partir de segunda-feira, a linha do Douro vai ficar interrompida nesse troço durante três meses, para se proceder a obras de modernização.

Durante esse período, a CP vai garantir transbordo rodoviário aos passageiros entre aquelas duas estações e assegurar a ligação ao troço que continuará aberto, entre Marco de Canavezes, Peso da Régua e Pocinho.

Em consequência das obras, a CP já tinha informado que iria proceder à supressão de alguns comboios, o que originou críticas e protestos por parte de utentes e autarcas dos concelhos servidos pela linha do Douro, entre os quais o de Peso da Régua, o de Mesão Frio e do Pinhão.

Estes autarcas alertaram para os prejuízos causados às populações e, por isso, reivindicaram a manutenção dos horários atualmente existentes. 

Na terça-feira, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas disse que o “Governo e a CP estão a desenvolver um conjunto de iniciativas que permitam assegurar níveis de oferta que garantam a plena mobilidade das populações na linha do Douro durante as obras no troço Caíde-Marco”.

Esta decisão foi tomada, segundo o ministério, numa reunião do secretário de Estado das Infraestruturas com o conselho de administração da CP. “Durante as obras, a circulação será interrompida no troço Caíde-Marco, estando a CP a trabalhar em soluções que permitam assegurar níveis de oferta adequados nos restantes troços”, frisou a fonte ministerial.

O troço da linha do Douro vai fechar para a realização da segunda fase da empreitada de eletrificação e renovação.

A IP referiu que a opção de encerramento foi programada em “estreita colaboração” com os operadores ferroviários, autarquias e associações de utentes e “assegura importantes ganhos”, já que vai antecipar a conclusão da obra em cerca de cinco meses e poupanças ao nível financeiro, com uma redução de custos de 40 por cento.

A empreitada representa um investimento de 10 milhões de euros e faz parte do plano Ferrovia 2020.


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