É um documento operacional de grande importância que pode agilizar e coordenar todos os meios de socorro mobilizados em caso de um sinistro na via-férrea marginal ao Douro.
O comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro, CDOS, do distrito de Vila Real, Carlos Silva, adiantou ao Nosso Jornal, alguns pormenores sobre este assunto. “Preocupa-nos a questão da via-férrea, na Linha do Douro para a qual estamos a fazer um Plano de Emergência, para a intervenção nesse troço ferroviário, porque com a probabilidade de precipitações elevadas, poderá haver algum deslizamento de terras para a via, o que poderá provocar um grave acidente”.
Com este plano, os vários organismos pretendem perceber onde é que os fenómenos podem ocorrer com mais frequência e actuar em caso de emergência com maior eficácia. As tipicidades da linha ladeada por trincheiras e pelo rio, acidentado em alguns pontos, concorrem para a existência de alguma preocupação por parte das autoridades de segurança. Os pontos mais críticos, que estão a ser estudados ao pormenor, situam-se na zona do Túnel de Bagaúste, as escarpas de Barqueiros e Moledo, e os declives agrícolas em Gouvinhas, Covelinhas, Ferrão e Castêdo.
Neste Plano de Emergência que será desenvolvido ao longo do ano, participam a Rede Ferroviária Nacional, CP, as corporações de Bombeiros, os serviços Municipais de Protecção Civil e a Polícia Marítima. É também intenção dos promotores da iniciativa envolver, neste processo, os operadores fluviais.






