Montalegre, Vila Real, Ribeira de Pena, Chaves, Boticas e Valpaços, são alguns dos concelhos afetados pela má cobertura da Televisão Digital Terrestre (TDT). No concelho barrosão, muitas freguesias estão sem sinal da TDT. Um facto que está a revoltar a população já que a solução passa pelo recurso à televisão paga, um custo que não é acessível à maioria das pessoas. A revolta é de tal ordem que o executivo municipal assinou um comunicado onde dá conta que o contrato celebrado entre ICP/ANACOM/PT “é um ultraje à dignidade dos portugueses e particularmente dos barrosões”.
O concelho de Montalegre, nos seus 808 km de superfície e 135 aldeias, foi um dos que ficou a preencher a quota dos 10 por cento do território que a PT ficou dispensada de cobrir. O Município ainda tentou partilhar com esta operadora os custos de conversão do emissor da Cerdeira que cobria a quase generalidade do território Barrosão, assim como parte significativa do concelho de Vieira do Minho, mas os seus esforços acabaram por não serem contemplados.
No concelho de Vila Real, o vale da Campeã é o principal afetado, principalmente Vila Cova, Campeã e Quintã. Algumas zonas de Guiães também estão sem sinal. Mais a norte, as queixas ouvem-se no concelho de Ribeira de Pena, concretamente em Canedo, Seirós e alguns lugares de Cerva. Há dezenas de pessoas que ficaram sem qualquer canal televisivo. Perante a pressão de uma centena de autarcas, a área de cobertura foi alargada e o sinal TDT reforçado.
Segundo a ANACOM, apenas seis por cento da população, localizada em zonas fronteiriças ou de pouca densidade populacional, não tem acesso ao sinal digital terrestre, ficando obrigada a adquirir equipamento específico, que custa cerca de 60 euros.
Recorde-se que, o concurso de substituição do sinal analógico pelo digital previa uma cobertura de 86,5 por cento da população e a PT, entidade que ganhou o concurso, propôs uma cobertura de 87 por cento. A ANACOM garante que todas as pessoas em Portugal recebem sinal de televisão digital: 94 por cento via terreste (TDT) e 6 por cento via satélite (DTH). Esta entidade concede um subsídio adicional para as despesas com antenas tradicionais ou parabólicas para pessoas com 65 anos ou mais, e em situação de isolamento social. Para pessoas mais carenciadas, a instalação do sinal digital é apoiado em 50 por cento do preço do equipamento, com o limite de 22 euros, enquanto no caso do kit satélite, o preço final ficará em 15 euros. Este programa vai continuar em vigor até 31 de agosto, ou seja, o prazo foi prolongado em mais 60 dias do que estava estipulado.





