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Maca demorou duas horas a ser entregue à viatura do INEM

À porta do hospital, a ambulância do INEM esperou duas horas, pela entrega de uma maca. A situação revoltou os bombeiros durienses que exigem procedimentos mais céleres. Uma ambulância do INEM ficou retida, nas Urgências do Centro Hospitalar de Trás-os–Montes, em Vila Real, duas horas, à espera da entrega de uma maca. Por isso, a […]

À porta do hospital, a ambulância do INEM esperou duas horas, pela entrega de uma maca. A situação revoltou os bombeiros durienses que exigem procedimentos mais céleres.

Uma ambulância do INEM ficou retida, nas Urgências do Centro Hospitalar de Trás-os–Montes, em Vila Real, duas horas, à espera da entrega de uma maca. Por isso, a viatura não pôde acorrer a uma emergência, ocorrida nesse período de tempo, em Murça.

Os bombeiros desta vila voltam, assim, a criticar o Hospital de Vila Real, pela demora da entrega das macas das viaturas do INEM. Segundo o seu Comandante, Joaquim Teixeira, “tivemos a ambulância retida, no Hospital de Vila Real, desde as 17 às 19 horas de Quarta-feira, à espera que fosse feita a devolução da maca e das talas. Ou seja, o concelho ficou privado, durante todo este tempo, de um meio emergente de apoio”. Este responsável acentuou a sua revolta, quando contou que “no mesmo período de tempo, houve, por volta das 18 horas, uma chamada para a ambulância do INEM ir socorrer um idoso, por doença súbita, à vila de Murça. Não tínhamos, como é óbvio, os meios adequados de pré-socorro, como os tem uma ambulância do INEM. O que valeu ao idoso foram dois elementos TAS e uma viatura de transporte de doentes dos bombeiros locais que acabaram por conduzi-lo para o Centro de Saúde de Murça”.

A ira de Joaquim Teixeira vai mais longe, quando foca um outro pormenor do incidente, nas Urgências do Hospital: “Quando o motorista da corporação, por volta das 18 horas, perguntou, ao Chefe de Serviços, quando devolveriam o equipamento, este disse-lhe que isso não era com ele, mas com o enfermeiro, mas este, depois, disse-nos que o assunto teria de ser tratado com o Chefe de Serviços! Um jogo do empurra, quando, em causa, podem estar vidas humanas. Isto é um escândalo!”.

Perante a demora da disponibilização das macas, Joaquim Teixeira teve de telefonar, directamente, para o Centro Hospitalar, para disponibilizarem a maca das Urgências, o que viria a acontecer, então, às 19 horas.

“Se tenho um caso de vida ou morte, no período da ausência do meio do INEM, as consequências podem ser trágicas” – sublinhou.

“Assim, a ambulância que tinha ido a Candedo buscar um homem que tinha caído de uma árvore, ferindo-se na coluna, esteve fora do quartel cerca de três horas e meia, contando com o tempo de viagem, desde a origem do doente, quartel e Vila Real e, depois, regresso” – sublinhou o responsável.

Para o Comandante dos Bombeiros de Murça, Joaquim Teixeira que, desde há muito, tem pugnado por medidas, para evitar situações como agora sucedeu, “o ideal seria uma outra ambulância do INEM que ficaria de reserva. A actual e única já tem seis anos e já completou o seu ciclo de vida que é de cinco anos” – observou.

Recorde-se que o Centro Hospitalar, através do Director do Serviço de Urgências, veio a terreiro, há cerca de um mês, garantir que “as queixas não correspondem à realidade vivida no Serviço de Emergência”, tendo acrescentado que “sempre que chega uma ambulância, com utentes acamados, os mesmos são transferidos para as macas do serviço e a maca da ambulância fica, de imediato, liberta. O tempo de espera pode-se contabilizar em alguns minutos que variam entre os cinco e os dez”.

 

Jmcardoso

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