Vila RealMãe das tecedeiras ainda trabalha linho “à moda antiga”

Mãe das tecedeiras ainda trabalha linho “à moda antiga”

Em Agarez, a tradição está por um fio, mas uma minoria de tecedeiras teima em não abandonar a arte e continua a fazer diversas peças com bonitos contornos. Entre elas, Olímpia Silva, “a mãe das tecedeiras”, espera trabalhar o linho “até ao final dos seus dias”.

A idade é muita e já impõe alguns entraves ao corpo. Ainda assim, os 82 anos de Olímpia Silva não a impedem de percorrer um longo caminho através das serpenteadas ruas da aldeia de Agarez, freguesia de Vila Marim, em Vila Real, para se deslocar de sua casa até ao “barracão”, onde vai quase todos os dias alimentar as galinhas e deitar o olho ao amor da sua vida: o tear.

Orgulhosa por ser a única mulher da aldeia a trabalhar tradicionalmente o linho, a tecedeira recorda que tinha apenas seis anos quando teceu o seu primeiro paninho. Desde aí, começou a acompanhar a mãe em todas as feiras de S. Pedro e nunca mais

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