“Vale a pena o investimento financeiro e de tempo”, garantiu Guilherme Tucher, um entre um grupo de centenas de estudantes brasileiros que chegaram a Portugal no dia 30 para, durante as próximas cinco semanas, frequentar os vários cursos de mestrado e doutoramento disponibilizados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro no âmbito do Convénios Luso-Brasileiros.
Sublinhando as condições de excelência da UTAD e a importância do estabelecimento de “novos contactos”, o estudante da Universidade Federal de Minas Gerais, está pela segunda vez em Vila Real para frequentar o doutoramento em Ciências do Desporto.
Também Cristiano Quintão, que frequenta a Universidade de São João Del-Rei, vai também agora completar o segundo ano do mestrado, uma experiência que se tem relvado muito positiva tendo em conta a “qualidade do ensino na UTAD”.
Com o fim do percurso académico na UTAD previsto para 2013, com a apresentação da tese de doutoramento, o estudante adianta que “pretende voltar a Portugal com a família, quem sabe já em 2014”.
Ao contrário dos outros dois colegas, Marcelo Dias, estudante da Instituto Metodista Granbery, de Juiz de Fora, no Rio de Janeiro, que não começou a sua estadia em Portugal da melhor maneira, uma vez que foi o único do grupo que viu as suas malas serem extraviadas pelos serviços aéreos, acredita que esta será uma “experiência muito gratificante”.
Apesar das aulas não deixarem muito tempo livre, Marcelo Dias garante que está ansioso “por conhecer melhor Portugal”. “Já tenho algumas noções sobre as cidades do Porto e Lisboa, mas gostava de conhecer mais sobre a história de Vila Real e da região”, sublinhou.
António Silva, pró-reitor para o Desenvolvimento e Internacionalização, explicou que este ano a UTAD vai receber cerca de 450 alunos brasileiros, 250 dos quais na sua primeira matricula e os restantes na sequência de mestrados e doutoramentos iniciados em anos anteriores.
Este projeto “começou em 2006, na altura com uma turma de 25 alunos. Hoje temos esta magnitude”, referiu o mesmo responsável, revelando que os alunos estão integrados nas diversas Escolas da UTAD, frequentando os mais diversos cursos disponibilizados na oferta educativa da academia.
Em vez de se realizarem ao longo de um ano, os cursos realizados ao abrigo dos Convénios Luso-Brasileiros desenvolvem-se em três fases ‘concentradas’, ou seja, cinco semanas no primeiro ano e no segundo (sempre no mês de julho) e a fase de apresentação da tese.
Além do impulso que traz à internacionalização da UTAD, estes cursos trazem também mais-valias em termos financeiros, sendo de sublinhar que as propinas em causa são significativamente mais elevadas que as praticadas para alunos portugueses. “A propina de um aluno de mestrado regular é de dois mil euros e do convénio luso-brasileiro é de quatro mil euros. A propina de um doutoramento regular são seis mil euros, nos convénios são de 7.500 euros”, contabilizou António Silva.
Em curso estão já os contactos com outras universidades de países de língua oficial portuguesa, com as quais deverão ser desenvolvidas também parcerias para a frequência de mestrados e doutoramentos. “Já temos protocolos com algumas universidades africanas, no entanto, tendo em conta que as condições financeiras são diferentes, estamos ainda a estudar os moldes em que o projeto vai funcionar. Provavelmente, numa primeira fase, somos nós que vamos lá”, explicou o mesmo responsável.






