Vila RealMais de 400 mil cidadãos visitam anualmente o Parlamento Europeu

Mais de 400 mil cidadãos visitam anualmente o Parlamento Europeu

Estrasburgo é a sede oficial do Parlamento Europeu, no entanto, a maior parte da sua actividade tem como morada Bruxelas, cidade belga, capital mundial do chocolate, que, anualmente, recebe pelo menos 400 mil visitantes, convidados pelo próprio Parlamento, para “sentirem” mais de perto a Europa. Em Portugal a disseminação do espírito europeu é feita ainda […]

Estrasburgo é a sede oficial do Parlamento Europeu, no entanto, a maior parte da sua actividade tem como morada Bruxelas, cidade belga, capital mundial do chocolate, que, anualmente, recebe pelo menos 400 mil visitantes, convidados pelo próprio Parlamento, para “sentirem” mais de perto a Europa. Em Portugal a disseminação do espírito europeu é feita ainda pelo Movimento Europeu.

“Hoje senti o palpitar da Europa nas pessoas que aqui entraram, pela primeira vez, para conhecer o Parlamento Europeu (PE)”, explicou Assunção Esteves, deputada daquele organismo, no final de uma visita que levou cerca de duas dezenas de portugueses, entre os quais o Nosso Jornal, a conhecer melhor a única instituição europeia eleita directamente pelos cidadãos.

O PE organiza, através de cada deputado, um conjunto de visitas de cidadãos ao parlamento com o intuito de proporcionar “uma espécie de relação física com o centro político europeu, para que as pessoas percebam como o Governo dos povos da Europa funciona a nível parlamentar.

A ideia é exactamente “calcar estes corredores”, afinal, “como tudo na vida, a relação física é diferente de uma percepção abstracta, intelectual e distante”, defendeu Assunção Esteves, deputada que integrava o grupo de 24 portugueses que fazem parte do PE, composto por um total de 785 deputados.

Segundo Ana Vieira, funcionária do PE, anualmente, o Parlamento financia a visita de cerca de 400 mil pessoas às suas instalações, sendo que cada deputado tem direito a “levar”, anualmente, um total de cem pessoas. “Não há dinheiro melhor empregue”, sublinhou a deputada valpacense, realçando que “é essencial estreitar os laços de motivação política e desenvolver nos cidadãos um espírito crítico de interacção com os sistemas políticos de decisão. É fundamental, as pessoas estarem atentas sobre quem decide e como decide”.

Mais, Assunção Esteves, para além de deputada do PE, preside, também, o Movimento Europeu, criado para “dinamizar o sentido de cidadania europeia”. Assunção Esteves assumiu o lugar de presidente depois de figuras como, por exemplo, Mário Soares, Vítor Constâncio e Freitas do Amaral.

A deputada social-democrata adiantou que estão a pensar criar eventos sobre o funcionamento das instituições europeias e o ideal europeu e depois, difundi-los nas escolas. “A actividade principal é gerar iniciativas que congreguem a atenção dos cidadãos para o projecto europeu através de acções informativas, formativas e mobilizadoras”.

Embora sem datas previstas, o Movimento está a organizar, duas conferências, que irão focar o futuro da geografia da Europa e uma política global para uma economia. “Vamos centrar o programa do Movimento em acontecimentos dirigidos a auditórios estratégicos, associações profissionais, sindicais e empresariais, grupos para quem a mensagem europeia possa ter um efeito concreto no dia-a-dia”, explicou Assunção Esteves.

Com meio século de existência, o PE ainda “é jovem”, mas tem vindo a ganhar maior relevância com as últimas revisões dos tratados europeus.

Actualmente a União Europa conta com 27 Estados Membros e deverão aumentar para 30, uma vez que já estão reconhecidos como candidatos à adesão a Croácia, a Macedónia e a Turquia.

Com mandatos de cinco anos, o PE vai ser alvo de eleições, em 2009, sendo de realçar que para o próximo mandato Portugal vai perder dois dos seus 24 lugares no Parlamento, uma quebra do número de deputados que se prende com as regras vigentes no Tratado de Nice, baseando-se na redução da população dos países.

 

Maria Meireles

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