Segundo o mesmo responsável, a modalidade, que já conta com mais de 2000 atletas federados espalhados por todo o país, ao contrário do que muitos pensam, não é violenta. “Pelo contrário é necessário bastante humildade e respeito pelo adversário”, explicou o presidente da federação, defendendo que o Full-Contact “é um desporto no qual há respeito entre todos” e que pode ser praticado pelos mais jovens.
António Tunes, do Plano Nacional de Ética no Desporto e um dos responsáveis pela organização do evento, sublinhou que a ideia de trazer o evento para a Régua nasceu da amizade com o Fernando Loio e com a ideia de que “é necessário fazer algo pelo desporto, “que neste momento está muito em baixo”.
“Para termos desporto com qualidade temos que promover este tipo de eventos” referiu o organizador, lembrando que em vez de levar o Campeonato Mundial para dentro de um pavilhão, como se poderia esperar, a ideia passou por abrir o evento à população em geral e utilizar a margem do Douro como palco.
Depois de vários combates durante o dia, às 22h00 foi dado início aos combates finais, “perante um público numeroso e participativo, onde se confrontaram os melhores atletas em combates de alto nível físico, técnico, tático e psicológico desenvolvidos num excelente fair-play”.
Sagraram-se campeões do mundo WUFC 2012, co-sancionados pelas instituições internacionais IFMA-FF, PLP, WKL, WKU, IBC, WBF e UIPDA, os atletas: Giuliano Pereira (Espanha); Gadzi Hanipaev (República do Daguestão); Edi Vicente (Portugal); Mytrofanon Andriy (Ucrânia); Mihitaev Kiraman (Rússia); Slinsarchuck Igor (Ucrânia); Edi Vicente (Portugal); Ayub Gimbatov (República do Daguestão); Rafael Silva (Portugal).



